Uma mulher de aproximadamente 30 anos e a filha menor morreram, esta quarta-feira, 5, na sequência de um ataque de elefante, quando procuravam água para o consumo doméstico, na comuna do Mucope, município de Ombadja, província do Cunene.
O ataque ocorreu depois de um convívio festivo, quando a mulher se deslocava para buscar água, transportando a filha às costas. Durante o percurso, as duas foram surpreendidas pelo animal, que as atacou mortalmente, sem que tivessem conseguido escapar.
O caso volta a levantar preocupações sobre a presença frequente de manadas de elefantes nas comunidades rurais de Ombadja, onde, segundo os moradores, os animais têm provocado a destruição de lavras, cacimbas e currais, além de ameaçarem a vida das populações.
Em declarações à reportagem, o cidadão João Caquarta relatou que a presença do mesmo animal nas zonas habitadas já terá estado associada a outros episódios mortais.
“Esse elefante está a passar sempre aí nas nossas áreas. Passou no curral de um mais velho e matou um garoto. Hoje passou aqui, encontrou pessoas que estavam na festa e iam acarretar água. Infelizmente, encontrou uma senhora com uma criança às costas, atacou-as e matou-as”, contou.
Por sua vez, Carlos do Amaral manifestou preocupação com a insegurança vivida pelos habitantes da comuna do Mucope, apontando outros casos de ataques e destruição provocados pelos animais nas localidades de Chilau, Lutombo e Cassaja.
Segundo o morador, os elefantes têm causado vários estragos, sobretudo nas zonas agrícolas, destruindo fontes de captação de água e colocando as comunidades em constante situação de perigo.
Entretanto, o director municipal da Saúde de Ombadja, Francisco Falacoci, confirmou que as autoridades foram notificadas sobre a ocorrência e mobilizaram uma equipa de emergência para prestar assistência às vítimas.
Contudo, à chegada dos profissionais de saúde ao local, a mulher e a filha já se encontravam sem vida.




