O Sistema Nacional de Formação Profissional conta, actualmente, com 165 centros em todo o país, depois da inauguração, ontem, do primeiro Pavilhão de Artes e Ofícios dos Ramiros, no município de Belas, em Luanda, realizada pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
Teresa Rodrigues Dias destacou que a construção da infra-estrutura resultou da selecção criteriosa de um conjunto de projectos prioritários, delimitados e acompanhados pelo Presidente da República, João Lourenço, no âmbito da sua sensibilidade para com os temas atinentes à formação profissional e à qualificação dos cidadãos.
A governante lembrou que a primeira pedra de construção do centro foi lançada a 8 de Outubro do ano passado, que resultou de uma infra-estrutura de qualidade e com as condições necessárias para acolher os formandos com a dignidade que merecem.
A ministra informou que o investimento na infra-estrutura foi de 1,09 mil milhões de kwanzas. Com capacidade para aproximadamente 1.000 formandos por ciclo, o projecto já conta com cerca de 1.200 cidadãos inscritos e prontos para iniciar as formações.
Para o presente ano, disse, o centro terá apenas um ciclo formativo, com duração de três meses, mas a partir do próximo ano, os três ciclos de curta e longa duração vão abranger nove especialidades, nomeadamente Informática, Construção Civil, Corte e Costura, Decoração, Culinária e Pastelaria, Mecânica Auto, Electricidade Predial e Industrial, Carpintaria, Marcenaria e Canalização.
A inauguração do centro, disse, não é apenas para um espaço de aprendizagem, mas também de esperança, onde o talento se pode transformar em profissão, o conhecimento em produtividade e a vontade de vencer em oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho.
Valorização
A formação em artes e ofícios, realçou, permite valorizar profissões essenciais ao funcionamento da sociedade e ao crescimento da economia.Os cursos profissionais, sublinhou, constituem caminhos legítimos para a realização pessoal, sustento das famílias e desenvolvimento das comunidades.
A ministra considera que o país não será construído apenas com licenciados, mestres e doutores, porque cada cidadão que adquire uma competência profissional, por via dos cursos de formação técnica, reforça a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento da Nação, por essa razão, deve ser valorizado e devidamente enquadrado no mercado de trabalho.
A inauguração de uma infra-estrutura, revelou, é sempre motivo de satisfação. “Contudo, a verdadeira medida do seu sucesso está nos resultados que vai produzir amanhã”, disse, além de destacar que o sucesso deste Pavilhão será medido pelo número de cidadãos formados, pela qualidade das competências adquiridas, postos de trabalho criados, negócios iniciados e vidas transformadas.
A titular do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) realçou que o impacto da nova infra-estrutura deve ser medido pelo seu valor humano. Para a ministra, o verdadeiro retorno deste investimento reside nas mudanças reais que ele proporciona: o jovem que ganha uma perspectiva profissional, a mãe de família que inicia uma actividade geradora de rendimento e o formando que se transforma em empreendedor. São estes resultados sociais e económicos que definem o sucesso do projecto.
Mais resiliência
Aos jovens da comuna dos Ramiros e das localidades adjacentes, que certamente poderão beneficiar desta importante infra-estrutura, a ministra do MAPTSS realçou que o pavilhão é uma oportunidade, mas o aproveitamento da mesma dependerá essencialmente do empenho de todos, por isso, pediu para que aprendam com dedicação, respeitem os formadores, valorizem e conservem os equipamentos colocados à disposição, sejam pontuais, disciplinados e persistentes. “Não encarem a formação apenas como um caminho para obter mais um certificado, sem qualquer utilidade prática”, aconselhou.




