Um total de 280 profissionais do sector da Educação concluiu, ontem, na cidade do Uíge, uma formação sobre a implementação da fase quatro dos Clubes Escolares, no âmbito da subcomponente de Saúde Escolar, inserido no Projecto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos (PAT II).
Promovida pelo Gabinete Provincial da Educação do Uíge, a formação teve início na terça-feira e visou reforçar as competências dos participantes sobre a organização, o funcionamento e a implementação dos Clubes Escolares, com particular atenção à promoção da saúde, protecção e desenvolvimento integral dos alunos.
A iniciativa reuniu directores de escolas, pontos focais e outros intervenientes ligados à implementação dos referidos clubes que, durante quatro dias, abordaram matérias relacionadas com a estratégia de implementação, estrutura organizacional, critérios de selecção das escolas e dos participantes, bem como as responsabilidades de cada interveniente no processo.
Os participantes debateram matérias sobre saúde sexual e reprodutiva, higiene menstrual, prevenção da gravidez precoce, igualdade de género, competências para a vida, cidadania, liderança juvenil e prevenção da violência baseada no género, do assédio e da exploração sexual.
Os mecanismos de denúncia de situações de violência baseada no género, assim como os instrumentos de monitoria, supervisão e reporte das actividades desenvolvidas pelos Clubes Escolares são, ainda, assuntos em discussão no encontro.
No encerramento do evento, a formadora nacional da Subcomponente 1.1 da Saúde Escolar do Ministério da Educação, Iracelma Luís, destacou a importância do envolvimento dos participantes para o êxito da iniciativa.
Segundo a responsável, a formação teve como objectivo dotar os profissionais de conhecimentos e ferramentas que lhes permitam liderar, acompanhar e assegurar a implementação adequada dos Clubes Escolares nas respectivas escolas.
“O nosso objectivo vai muito além da simples transmissão de conteúdos”, afirmou Iracelma Luís, acrescentando que os participantes devem estar preparados para acompanhar o funcionamento dos clubes e garantir a qualidade das actividades realizadas.
A formadora nacional explicou que, ao longo dos trabalhos, foram aprofundados cinco eixos fundamentais, nomeadamente a estratégia de implementação, o papel de cada interveniente, os conteúdos das sessões, os instrumentos de monitoria e os mecanismos de supervisão e acompanhamento.
A uniformização dos procedimentos entre os diferentes intervenientes constituiu, igualmente, uma das prioridades da formação, de modo a assegurar que as orientações sejam aplicadas de forma coerente nos municípios abrangidos.
Os Clubes Escolares constituem uma plataforma de intervenção em matérias relacionadas com o bem-estar e a permanência dos alunos no sistema de ensino, através de actividades de sensibilização e formação sobre saúde escolar, igualdade de género, cidadania, liderança juvenil e participação dos estudantes.
A iniciativa é desenvolvida em articulação com o Ministério da Educação, com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e enquadra-se nas acções da Subcomponente de Saúde Escolar do Projecto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos (PAT II), financiado pelo Banco Mundial.




