Funcionários do CFM anunciam greve de duas semanas

Os trabalhadores do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) anunciaram esta sexta-feira, 25, uma greve de duas semanas, com a paralisação de toda actividade laboral.
A greve, que terá inicio na próxima segunda-feira, 28, tem como motivos, segundo comunicado ao qual o Correio da Kianda teve acesso, o alegado incumprimento por parte da entidade patronal dos acordos firmados há dois anos
De acordo com a nota da Comissão Sindical do CFM, assinada pelo seu 1º Secretário, Helândio Firmino, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho a nível remuneratório, equipamento de segurança individual, transporte para trabalhadores, seguro de saúde, progressão na carreira, pagamento de subsídios, cumprimento no incremento salarial de 75% e atrasos salariais.
A nota indica também que a greve abrangerá todos os estabelecimentos e serviços da empresa, de 28 de Julho a 8 de Agosto, e vai afectar os comboios mistos Lubango/Menongue, Lubango/Tchamutete e Namibe.
Os grevistas, reafirmam o compromisso de manter o diálogo e reconhecem o impacto que a greve vai trazer a vida dos utentes. Reafirmam, igualmente, que “não tiveram outra saída para pressionar o Conselho de Administração a implementar mudanças, dado que o caderno reivindicativo foi entregue em Outubro de 2023”.
O Caminho de Ferro de Moçâmedes estende-se num traçado de 806 quilômetros, entre Namibe, Huíla e Cubango, passando por 56 estações, e tem perto de 1500 trabalhadores, e a sede está na cidade do Lubango.


