Lobito – O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, afirmou, este domingo, na cidade do Lobito, que pretende uma acção governativa cada vez mais próxima das populações, baseada no diálogo, auscultação e identificação das principais dificuldades das comunidades.
Lobito – O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, afirmou, este domingo, na cidade do Lobito, que pretende uma acção governativa cada vez mais próxima das populações, baseada no diálogo, auscultação e identificação das principais dificuldades das comunidades.
O governante, que falava durante a sua primeira visita à Igreja Evangélica Baptista do Lobito, no âmbito da sua iniciativa de governação de proximidade, destacou a necessidade de saber ouvir a sociedade, reconhecer as dificuldades e corrigir eventuais falhas na actuação governativa.
Manuel Nunes Júnior explicou que a iniciativa visa conhecer a realidade das diferentes confissões religiosas, promover o diálogo e estabelecer laços de colaboração e parceria institucional.
Na ocasião, defendeu que a construção de uma sociedade não é uma responsabilidade exclusiva do Governo, sublinhando igualmente o papel das igrejas na promoção de valores sociais.
“A igreja também tem um papel importante ao ensinar o amor ao próximo, solidariedade humana e o respeito”, afirmou.
O governador aconselhou as igrejas a continuarem a desempenhar o papel de espaços de paz, reconciliação, formação e esperança.
Sobre a governação, Manuel Nunes Júnior referiu que esta implica conhecer as pessoas, ouvir as suas preocupações, compreender as dificuldades e procurar soluções para os problemas que afectam a vida das famílias e das comunidades.
“É por isso que existe um grande espaço de diálogo e de cooperação entre o Governo e as igrejas”, enfatizou.
Acrescentou que o Estado, através do Governo, tem a responsabilidade de administrar, garantir a ordem, promover o desenvolvimento e trabalhar para o bem-estar dos cidadãos, enquanto as igrejas desempenham uma missão espiritual, moral, ética e social, contribuindo para a transformação das consciências, o fortalecimento das famílias, a promoção de valores fundamentais e a construção de uma vida digna em sociedade.
“Segundo os ensinamentos da Bíblia, a autoridade não deve ser confundida com arrogância, abuso ou humilhação. Deve significar responsabilidade, porque aquele que recebe a autoridade do Estado, para qualquer função, recebe também o dever de servir, de fazer justiça e de procurar o bem daqueles que estão sob a sua alçada”, afirmou.
Na sua óptica, toda a autoridade deve estar associada à prestação de contas, defendendo que um dirigente consciente da sua missão deve compreender que não ocupa uma posição de autoridade para ser servido, mas para servir.
“Um dirigente que compreende a dimensão da sua missão deve saber que não está numa posição de autoridade para ser servido, mas de responsabilidade para servir”, afirmou.
O governante acrescentou que o cidadão que procura um serviço público deve encontrar profissionais capazes de compreender que, por detrás de cada pedido, existe uma necessidade humana.
“A pessoa que procura um serviço público quer encontrar alguém que compreenda que, por detrás daquele pedido, existe uma necessidade humana”, acrescentou.
Manuel Nunes Júnior considerou, igualmente, que não é possível falar de instituições fortes quando estas perdem a confiança das comunidades.
Igreja alerta para fenómenos sociais
Por sua vez, o reverendo titular da Igreja Evangélica Baptista do Lobito, Abílio Sakwenje, também presidente da Convenção Baptista de Benguela, chamou a atenção para alguns fenómenos sociais que têm afectado a sociedade, com particular incidência entre a juventude.
Entre os problemas apontados estão os suicídios, crimes passionais, práticas de feitiçaria e calúnias, entre outros fenómenos.
O pastor apelou aos jovens para que não procurem alcançar os seus sonhos de forma precipitada, defendendo a necessidade de terem paciência e confiança na palavra de Deus.
Informou que a igreja tem desenvolvido acções junto da juventude, com o objectivo de moldar comportamentos e incentivar a adopção de boas práticas.
“Todos os meses temos um tema para abordar. Falamos de questões de família, da prostituição, um fenómeno que tem sido notável aqui no Lobito, entre outros”, disse.
Abílio Sakwenje agradeceu a visita do governador provincial e da delegação que o acompanhou, considerando-a uma iniciativa louvável.
A Igreja Evangélica Baptista do Lobito tem entre os seus valores a promoção e o cumprimento do pacto das igrejas baptistas, o desenvolvimento da integridade moral e espiritual dos seus membros, bem como a promoção da humildade e da obediência a Deus. TC/CRB




