Sumbe – O Governo da província do Cuanza-Sul reafirmou, terça-feira, no Sumbe, as medidas de prevenção e redução dos riscos de desastres, bem como a melhoria das infra-estruturas, o ordenamento do território e a promoção de uma cultura de segurança e resiliência.
Sumbe – O Governo da província do Cuanza-Sul reafirmou, terça-feira, no Sumbe, as medidas de prevenção e redução dos riscos de desastres, bem como a melhoria das infra-estruturas, o ordenamento do território e a promoção de uma cultura de segurança e resiliência.
O facto foi expresso pelo vice-governador local para os serviços Técnicos e Infra-estruturas, Carlos Albino, no acto alusivo ao Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, celebrado sob o lema “A Resiliência Começa em Casa”.
Afirmou que o desenvolvimento da província não deve ser avaliado apenas pelo número de estradas construídas, edifícios erguidos ou projectos executados, mas também pela segurança das comunidades, protecção do património e capacidade de resposta aos desafios climáticos e ambientais.
Realçou os esforços do Executivo angolano no domínio da habitação e do ordenamento do território, através da construção de centralidades, urbanizações e outros empreendimentos habitacionais, com o objectivo de proporcionar às famílias melhores condições de habitabilidade, segurança e dignidade.
Adiantou que o Governo do Cuanza-Sul pretende continuar a trabalhar para que as cidades e comunidades ofereçam maior tranquilidade às famílias, mediante políticas públicas adequadas, infra-estruturas preparadas e o envolvimento dos cidadãos na prevenção de riscos.
“A prevenção não é, contudo, uma responsabilidade exclusiva do governo, pois começa com cada cidadão, em cada família, bairro e comunidade”, sublinhou.
Apelou à população para evitar construções em linhas de água, leitos de cheias e zonas consideradas instáveis, bem como impedir a obstrução de valas, canais e sistemas de drenagem com resíduos sólidos.
Defendeu o cumprimento das orientações das autoridades competentes e das normas técnicas e de segurança aplicáveis às construções.
O comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Waldemar Matias, apontou os acidentes rodoviários, as chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes e descargas atmosféricas, as inundações e os deslizamentos de terra, como as principais ameaças que provocam desastres na província.
Segundo o responsável, a época chuvosa 2025/2026 registou 134 ocorrências, que resultaram em 24 vítimas humanas, das quais 17 mortos e sete feridos, além de danos materiais.
Entre os danos registados, constam 637 residências danificadas, 556 inundadas e 301 destruídas, tendo sido afectadas mil 494 famílias, correspondentes a sete mil 470 pessoas.
O acto contou com a presença de membros do Governo Provincial, responsáveis dos órgãos do Ministério do Interior, do Serviço Penitenciário, do Comando Provincial da Polícia Nacional, do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, bem como de autoridades tradicionais e religiosas, entre outras entidades. CIJ/FF/ALH




