Benguela - O Governo angolano prevê expandir o serviço público de fornecimento de electricidade a vários municípios da província de Benguela, para aumentar a taxa de cobertura que ronda actualmente os 37 por cento.
Benguela - O Governo angolano prevê expandir o serviço público de fornecimento de electricidade a vários municípios da província de Benguela, para aumentar a taxa de cobertura que ronda actualmente os 37 por cento.
A informação foi avançada, esta sexta-feira, pelo secretário de Estado para a Energia, Herlindo Carlos, quando discursava no acto de consignação do projecto da linha de transporte de electricidade de 220 quilovolts (kV) Lomaúm-Huambo e subestações associadas, realizado no município da Ganda.
Herlindo Carlos reafirmou o compromisso do Ministério da Energia e Águas de levar electricidade às vilas, aldeias e comunidades da província de Benguela ainda sem acesso à rede pública interligada
Segundo Herlindo Carlos, a província conta actualmente com cerca de 2,6 milhões de habitantes, de acordo com os dados do Censo Geral da População e Habitação de 2024, e está integrada no Sistema Eléctrico Nacional, beneficiando de energia proveniente, entre outras fontes, dos aproveitamentos hidroeléctricos do Médio Kwanza e das centrais fotovoltaicas do Biópio e da Baía Farta.
O secretário de Estado reconheceu, contudo, que vários municípios, sobretudo no interior da província, continuam a enfrentar limitações no acesso à electricidade, enquanto algumas localidades do litoral são abastecidas através de grupos eletrogéneos.
“Temos a necessidade de continuar a expandir um serviço de electricidade mais fiável e de menor custo”, afirmou, defendendo a extensão da rede interligada aos municípios que ainda dependem de fontes alternativas.
Herlindo Carlos considerou a eletricidade um dos principais “vectores do desenvolvimento” e destacou a importância do acesso à energia para a educação, a formação do capital humano, a actividade produtiva e a criação de emprego.
Falta de energia na Ganda com dias contados
No quadro do projecto de expansão da rede eléctrica na província, a partir da Subestação de Belém, no Huambo, e da Central Hidroeléctrica de Lomaúm, no Cubal, o responsável destaca que a Ganda vai beneficiar com a construção de uma linha de alta tensão de aproximadamente 117 quilómetros, suportada por cerca de 250 torres, além de subestações associadas.
De acordo com o secretário de Estado, a infra-estrutura deverá contribuir para o fornecimento de energia a actividades turísticas e produtivas, incluindo projectos agro-industriais, com impacto esperado na criação de emprego e no desenvolvimento da economia regional.
Expansão abrange vários municípios
O responsável assinalou que o Ministério da Energia e Águas prevê igualmente intervenções em vários municípios da província, incluindo Balombo, Bocoio, Biópio, Catumbela, Cubal, Baía Farta, Lobito, Dombe Grande e Egipto Praia, entre outras zonas.
Na sua opinião, a expansão deverá acompanhar também o crescimento urbano e económico dessas zonas, como o município dos Navegantes, onde estão a surgir novos projectos habitacionais e empreendimentos, de forma a evitar futuras limitações no fornecimento de eletricidade.
Por outro lado, Herlindo Carlos destacou ainda o impacto do acesso à electricidade na vida das crianças e jovens da província, além de criar melhores condições de desenvolvimento económico e social.
Como exemplo, mencionou uma aluna, por sinal membro da Organização de Pioneiros Agostinho Neto (OPA), na Ganda, chamada Vanessa, que, a seu ver, com melhores condições de acesso à energia poderá estudar e ler no período nocturno. JH/CRB




