Benguela – O edifício do Instituto Nacional de Estatística (INE) na província de Benguela, construído há mais de 10 anos sem nunca ser inaugurado, começou, esta quarta-feira, a beneficiar de obras de recuperação, face ao seu estado de degradação.
Benguela – O edifício do Instituto Nacional de Estatística (INE) na província de Benguela, construído há mais de 10 anos sem nunca ser inaugurado, começou, esta quarta-feira, a beneficiar de obras de recuperação, face ao seu estado de degradação.
Em causa está uma infra-estrutura moderna que, embora concluída, nunca foi inaugurado oficialmente no bairro da Nossa Senhora da Graça, uma área de expansão urbana de Benguela onde têm surgido várias infra-estruturas públicas e condomínios habitacionais.
A empreitada, avaliada em mais de mil milhões de kwanzas, foi adjudicada à construtora Belo Empreendimentos, na sequência de um concurso público, tendo o processo sido submetido e homologado pelo Tribunal de Contas, segundo o presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi.
“É uma obra que foi construída há mais de 10 anos, mas, por razões que não vale a pena aqui repetirmos, não foi inaugurada e sofreu essa deterioração durante esses últimos 15 anos”, afirmou Joel Futi, durante o acto de consignação da empreitada.
Segundo o responsável, a expectativa é que as obras estejam concluídas dentro de um ano, prevendo-se a inauguração do edifício em Agosto de 2027.
Joel Futi justificou a recuperação da infra-estrutura com a importância estratégica de Benguela para a economia e para a demografia de Angola.
“Benguela é uma província estratégica do ponto de vista do desenvolvimento económico-social do país”, afirmou, acrescentando que a província integra o grupo das cinco que mais contribuem para a produção nacional.
O PCA destacou ainda a importância do Porto e do Corredor do Lobito, infra-estruturas que considerou estratégicas para o desenvolvimento económico do país.
“Não se justificava não termos aqui um edifício condigno para os serviços provinciais do INE”, disse, acrescentando que, actualmente, os serviços provinciais do INE funcionam numa residência provisória que não reúne as condições necessárias para responder às exigências da produção estatística.
Joel Futi salientou que a instituição aumentou nos últimos anos a sua capacidade de produção estatística, passando a divulgar regularmente novos indicadores e estudos.
Entre os trabalhos recentes, mencionou o relatório sobre o perfil da criança, divulgado em Junho, e anunciou próximos produtos relacionados com o género, fecundidade na adolescência e pobreza multidimensional.
O INE está igualmente a realizar o Inquérito às Despesas e Receitas em Angola e prepara o lançamento do Inquérito ao Sector Informal, previsto para sexta-feira.
“É necessário capacitarmos as nossas equipas, modernizarmos os nossos serviços, do ponto de vista tecnológico e também do próprio património”, afirmou.
De acordo com Joel Futi, a nova infra-estrutura permitirá igualmente reforçar a capacidade técnica dos serviços provinciais, que passarão a desempenhar um papel mais activo na produção e tratamento de dados.
“Não precisa ser Luanda a fazer este inquérito. Localmente, os serviços provinciais do INE têm de ter essa capacidade técnica de fazer a recolha de dados e produzir os indicadores referentes àquele fenómeno”, explicou.
O responsável adiantou que o edifício deverá acolher os funcionários enquadrados na nova estrutura orgânica do INE, aprovada pelo Decreto Presidencial n.º 43/26, de 10 de Março.
Os serviços provinciais passam a estar organizados em duas secções, uma dedicada aos inquéritos económicos e sociais e outra à administração financeira e recursos humanos. JH/CRB




