O Governo vai demolir, em Setembro, o edifício inacabado conhecido como “prédio do Tijolo”, localizado no município da Maianga, em Luanda, devido ao avançado estado de degradação, abandono e pelo risco que representa para a segurança pública.
A informação foi avançada, ontem, pelo director nacional de Edifícios e Monumentos, Hélder Biala, numa visita de constatação ao imóvel e a uma obra inacabada junto ao Largo Lucrécia Paim, no âmbito do Programa Nacional de Recuperação e Regularização de Infra-estruturas financiadas com fundos públicos.
Segundo Hélder Biala, o levantamento, realizado em parceria com o Governo Provincial de Luanda (GPL), permitiu cadastrar 220 edifícios em estado deficitário na capital do país, acrescentando que alguns se encontram em condições de insalubridade, risco de ruína ou com elevado nível de degradação.
Degradação estrutural
Ao efectuar a avaliação técnica, o director-geral adjunto do Laboratório de Engenharia de Angola, Luís Pachoto, disse que o edifício, que se encontra inacabado desde 1974, apresenta problemas em vários elementos estruturais, nomeadamente lajes e pilares, com sinais de corrosão das armaduras e carbonatação do betão.
A exposição prolongada às chuvas, acrescentou, e outras condições ambientais terão contribuído para a deterioração da estrutura, que se encontra numa situação considerada débil.
Intervenção urgente
O vice-governador de Luanda para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Calunga Quissanga, manifestou a preocupação do Governo Provincial com o elevado número de edifícios degradados e abandonados na cidade, destacando a situação do imóvel da Maianga.
O responsável explicou que o Governo concedeu um período para que os possíveis proprietários se apresentassem e regularizassem a situação, mas nenhum interessado se manifestou. “O prazo de moratória dado pelo Estado Angolano e, em especial, pelo Governo Provincial de Luanda já terminou.
Vamos, agora, passar para a fase de execução na base da lei”, declarou.




