A greve dos professores em Angola vai avançar a partir das 7h00 de segunda-feira, 21 de Setembro, depois de não se ter concretizado, no sábado (19), a reunião negocial prevista entre o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) e o Governo.
Em comunicado, o SINPROF confirmou a manutenção da paralisação, mas reiterou que continua disponível para retomar as negociações com as autoridades.
O sindicato orienta os professores a não comparecerem aos locais de trabalho durante a greve e informa que os piquetes deverão permanecer à entrada das escolas para acompanhar o cumprimento da paralisação.
O SINPROF apela também aos directores das escolas para que tenham em consideração a sua condição de professores e os efeitos que os resultados das reivindicações poderão ter sobre toda a classe docente.
Greve terá 19 dias
Segundo o sindicato, a primeira fase da greve decorrerá durante 19 dias, de 21 de Setembro a 15 de Outubro, estando prevista uma segunda fase para Novembro.
A paralisação surge no âmbito de um conjunto de reivindicações apresentadas pelo SINPROF ao Governo.
O Ministério da Educação tem defendido que não existem razões para o avanço da greve, alegando ter cumprido 11 pontos constantes do caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato.
O SINPROF, por sua vez, contesta essa posição e afirma que os pontos considerados essenciais do acordo continuam por cumprir.
Entre as reivindicações está a realização de um concurso público interno de ingresso de professores, destinado à actualização da carreira dos docentes abrangidos pelos processos de 2017 e 2018.
O sindicato exige igualmente o cumprimento dos acordos rubricados a 8 de Janeiro de 2026 entre o Ministério da Educação e o SINPROF.
A nova paralisação ocorre depois de as partes não terem conseguido realizar o encontro negocial previsto para sábado, mantendo-se, contudo, a possibilidade de retoma das negociações.



