Luena – Mais de 82 mil pessoas poderão ficar sem abastecimento de água no Luena, província do Moxico, na sequência da greve de 10 dias anunciada pelos trabalhadores da Empresa Provincial de Água e Saneamento (EPAS), a partir de segunda-feira (5).
Luena – Mais de 82 mil pessoas poderão ficar sem abastecimento de água no Luena, província do Moxico, na sequência da greve de 10 dias anunciada pelos trabalhadores da Empresa Provincial de Água e Saneamento (EPAS), a partir de segunda-feira (5).
Numa nota enviada à ANGOP, os trabalhadores reivindicam o pagamento de 16 meses de salários, bem como dos subsídios de Natal e de férias, em atraso desde 2023.
Segundo o documento, a decisão de avançar para a greve foi tomada em assembleia de trabalhadores, estando prevista a paralisação total das actividades durante 10 dias, a partir de segunda-feira.
Além do pagamento dos salários e respectivos subsídios, os trabalhadores exigem a melhoria das condições laborais, com destaque para o fornecimento de equipamentos de protecção individual.
O porta-voz do colectivo, Adelino Dala, disse à ANGOP que a dívida salarial da empresa ronda os 146 milhões de kwanzas, correspondentes, em média, a dois milhões de kwanzas para cada um dos 73 trabalhadores.
Segundo o responsável, apesar das várias negociações e encontros realizados com a entidade empregadora, a administração continua a adiar o cumprimento dos compromissos assumidos.
Contactado pela ANGOP, o presidente do Conselho de Administração da EPAS/Moxico, Eurico Jorge, mostrou-se indisponível para abordar o assunto, limitando-se a afirmar que a direcção atravessa “um momento conturbado”.
Em Maio último, o PCA havia confirmado a existência de uma dívida de 106 milhões de kwanzas em salários e subsídios devidos aos trabalhadores, atribuindo as dificuldades financeiras da empresa à baixa taxa de cobrança junto dos consumidores.
Na altura, Eurico Jorge explicou que a EPAS depende das receitas arrecadadas para assegurar o seu funcionamento e o pagamento dos trabalhadores.
Dados da empresa indicam que a EPAS controla cerca de 12 mil clientes, enquanto a taxa de cobertura do serviço de abastecimento de água na cidade do Luena e zonas periféricas está estimada em 62%.
Caso não seja alcançado um entendimento entre os trabalhadores e a administração, a paralisação poderá afectar o fornecimento de água à população abrangida pelo sistema da EPAS no Luena e zonas periféricas.TST/YD




