Melhorar as condições de vida dos angolanos deve ser uma das principais formas de homenagear António Agostinho Neto, considera o analista político Eurico Gonçalves, a propósito das celebrações do 17 de Setembro, Dia do Fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola.
Para o analista, a data deve servir não apenas para recordar o percurso histórico de Agostinho Neto, mas também para reflectir sobre os problemas que afectam actualmente a população, entre os quais o desemprego e as dificuldades no acesso à educação, à saúde e a outros serviços básicos.
Eurico Gonçalves entende que o legado de Neto deve ser associado à melhoria concreta da vida dos cidadãos. Na sua perspectiva, o desenvolvimento do país só tem verdadeiro significado quando se traduz em melhores condições sociais e económicas para a população.
“Se Agostinho Neto estivesse hoje entre nós, a sua prioridade não seria a disputa pelo passado, mas os problemas concretos do povo. Porque o progresso só tem sentido quando melhora a vida das pessoas”, afirmou.
O analista defende, por isso, que as celebrações do 17 de Setembro devem também constituir uma oportunidade para avaliar os desafios do país e reforçar o compromisso com a resolução dos problemas que afectam as famílias angolanas.
Para Eurico Gonçalves, preservar a memória do primeiro Presidente de Angola implica transformar os valores associados à soberania e à independência em acções capazes de produzir maior bem-estar para os cidadãos.
“Honrar Neto é transformar memória em responsabilidade e soberania em bem-estar para todos os angolanos”, sublinhou.
António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, em Icolo e Bengo. Médico, poeta e político, tornou-se o primeiro Presidente de Angola após a proclamação da independência nacional, em 1975. Morreu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, na Rússia.
Este ano, as celebrações assinalam os 104 anos do nascimento de Agostinho Neto. O acto central será realizado na província do Cuanza-Sul.



