A Igreja Católica no Sumbe quer os cidadãos atentos a promessas e ofertas que possam ser usadas para “calar consciências” e manipular as populações, sobretudo em contextos marcados pela pobreza e por dificuldades sociais.
O alerta foi lançado pelo vigário judicial da Diocese do Sumbe, padre Armando Patrício Quitumba, que chamou a atenção para o que classificou como “venda de consciências em troca de ofertas envenenadas”.
Segundo o sacerdote, algumas promessas e dádivas podem ter como finalidade afastar os cidadãos dos seus direitos, silenciar críticas e impedir que a população questione as causas do sofrimento e da pobreza.
O padre Armando Patrício Quitumba defendeu, por isso, uma Igreja mais corajosa, capaz de falar sobre a verdade e a fome “sem medo” e de denunciar as situações que considera responsáveis pelo sofrimento das populações.
“Precisamos de uma Igreja que fala da verdade e da fome provocada, sem medo, para desmascarar os que causam o sofrimento das populações. Esse também é o papel da Igreja”, afirmou.
Para o vigário judicial, a missão da Igreja passa igualmente por denunciar as causas da pobreza e não permanecer em silêncio perante situações de injustiça social.
A posição da Igreja Católica surge num contexto de preocupação crescente de organizações religiosas e sociais em torno das condições de vida de muitas famílias angolanas, com o sacerdote a defender uma maior consciência dos cidadãos diante de promessas e ofertas que possam comprometer a sua liberdade de decisão.




