A Igreja Católica gostaria de ver o Governo mais envolvido para a conclusão das obras da Sé Catedral da Diocese da Ganda, paradas há três anos. O pastor daquela região eclesiástica, Dom Estevão Mbinga, admitiu, recentemente, ao jornal OPAÍS que a sua instituição está sem capacidade financeira e diz-se, por isso, aberta à doação daque- les a quem considera pessoas de boa-fé e “caridosos”. Religiosos sugerem ‘fórmula’ de tocoístas para convencer governador de Benguela a inscrever obra no PIP (Programa de Investimentos Públicos) /2027
O bispo da província eclesiástica da Ganda, Dom Estevão Mbinga, admite que a Igreja está, neste momento, sem capacidade financeira para continuar a construção da Sé Catedral e, por isso, acena para as autoridades de Benguela, no sentido de darem uma “mão amiga”. O Bispo católico não revela o orçamento, mas informações obtidas por este jornal sugerem que o projecto, que, para além da paróquia, contempla área reservada à educação, casa paroquial e outros compartimentos de apoio, está orçado em um bilião e 200 mil kwanzas.
O prelado católico lamenta o facto de as obras estarem paradas há mais de três anos e de serem assumidas, integralmente, pelos fiéis, mediante ofertórios e doações.
“Estamos parados. Nós entendemos que, como país, e no concerto de todas as nações, [há] dificuldades, crises, e agora estamos a ser atingidos pela guerra no Irão, mas temos de fazer esforço e ter boa vontade”, apela o ministro sagrado. O pastor da Diocese da Ganda reconhece que a sua instituição tem sido apoiada pelo Governo em alguns aspectos, porém esclarece que, em relação às obras, está muito aquém, ao assegurar diligências junto das autoridades.



