O instituto Nacional de Estatística (INE), está a capacitar 23 agentes cartógrafos para cadastramento à empresas, e estabelecimentos comerciais, no âmbito do Programa de Recenseamento de empresas (REMPE), visando o governo disporem de dados fiáveis sobre a realidade económica da província, na tomada de decisões.
Em declaração à imprensa, o chefe do Departamento de Estatística, Índio Neto, disse que esta operação constitui a primeira fase do processo de recenseamento e tem como objectivo localizar, identificar e caracterizar as empresas e os estabelecimentos económicos, incluindo o sector informal.
Concluído o mapeamento, referiu Índio Neto, a segunda fase as equipas vão realizar entrevistas aos responsáveis das unidades económicas identificadas, para recolher informações sobre o volume de negócios, número de trabalhadores e a dinâmica das actividades desenvolvidas por cada empresa.
Durante a formação, os participantes vão abordar matérias sobre cartografia, técnicas de orientação e deslocação no terreno, noções gerais sobre o recenseamento e o código de conduta dos agentes, com destaque para a disciplina, responsabilidade e comportamento durante o exercício das suas funções.
O responsável do INE destacou a importância de incluir no processo todos os operadores económicos, incluindo o sector informal, de modo a garantir que as estatísticas nacionais reflictam a realidade económica do país.
O chefe do Departamento disse que o país regista dinâmica de crescimento no sector económico, é necessário trazer a contribuição das actividades formais e informais para o produto interno bruto (PIB) e as contas nacionais.
Índio Neto explicou que apesar da economia informal ter uma presença significativa em Angola, os rendimentos gerados por muitas dessas actividades nem sempre estão devidamente reflectidos no cálculo do PIB, pretende-se com este recenseamento alargar a cobertura estatística da produção económica.
A operação vai permitir, igualmente, actualizar a base de dados empresarial da província, realizada entre 2019 e 2020, que davam conta de cerca de 1.200 empresas.
Passados vários anos, sublinhou, é necessário conhecer à actual composição do tecido empresarial, tendo em conta que algumas empresas encerraram as actividades, e outras aumentaram novas unidades.
Segundo o chefe do Departamento, os dados recolhidos durante o processo vão servir também para às instituições do Estado, estudantes, investigadores, académicos e outros utilizadores de informação estatística, constituindo uma importante ferramenta para o conhecimento da estrutura empresarial e da dinâmica económica do país.




