O Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) socorreu, durante o primeiro semestre de 2026, 92 mil cidadãos, entre vítimas de acidentes de viação, doentes resgatados na via pública e atendimentos feitos em domicílio.
O director-geral adjunto do INEMA, Vasco Matemba, fez tais declarações durante o 5.º Workshop Científico da instituição, realizado na semana finda na cidade do Huambo, no âmbito das celebrações do 17.º aniversário do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola, sob o lema “INEMA 17 anos a humanizar, capacitar e salvar vidas”.
Em declarações ao Jornal de Angola, Vasco Matemba salientou que o número de cidadãos socorridos, apenas no primeiro semestre deste ano, supera os 61 mil atendimentos registados em 2025. “Se quisermos ter um serviço nacional de saúde eficaz, é preciso investir muito no pré-hospitalar, porque vai aliviar o intra-hospitalar. O doente é abordado primeiro na via pública durante o percurso e, quando chega à unidade sanitária, já tem os primeiros atendimentos feitos”, afirmou.
A missão do INEMA, segundo o responsável, está, essencialmente, voltada para a assistência pré-hospitalar, por meio da abordagem de doentes na via pública, transferência interprovincial e inter-hospitalar, bem como da cobertura de eventos de multidões.
O INEMA, explicou, desempenha, também, um papel importante no domínio da saúde pública, participando em actividades de resposta a situações epidemiológicas, como aconteceu durante a pandemia da Covid-19 e os surtos de cólera, além da intervenção no combate à varíola dos macacos. “É um projecto de intervenção comunitária que trabalha directamente com os hospitais e com equipas integradas. Somos complementares em termos de intervenção”, sublinhou, acrescentando que, actualmente, com 922 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e pessoal administrativo, além de 375 ambulâncias, quatro embarcações de pequeno porte e algumas motorizadas.
Reforço
Vasco Matemba apontou, entretanto, a necessidade de reforçar os meios de intervenção da instituição, com destaque para a aquisição de meios aéreos. Com a disponibilidade desses meios, defende a criação de bases regionais do INEMA nas zonas Norte, Sul, Centro e Leste do país, permitindo uma resposta mais rápida aos casos de sinistralidade e outras situações de emergência.
A intenção, segundo o director-geral adjunto, é aproximar o INEMA das comunidades.




