Já se registam chuvas em várias regiões do território nacional e, em algumas localidades, os efeitos associados à mudança de estação, como as doenças diarreicas agudas, as broncopneumonias e o paludismo, começam a preocupar as autoridades sanitárias.
No município de Camucuio, as autoridades sanitárias estão preocupadas com o início da época chuvosa e trabalham na implementação de medidas preventivas para reduzir o impacto destas doenças, com destaque para a distribuição de redes mosquiteiras e a realização de campanhas de fumigação.
A informação foi avançada em exclusivo ao OPAÍS pelo director do Hospital Municipal de Camucuio, José Castelo Branco, que apontou as doenças do foro respiratório e o paludismo entre as principais preocupações das autoridades sanitárias.
“Os casos que mais preocupam o hospital, tendo em conta que estamos a entrar numa época do ano marcada pelas chuvas, estão relacionados com o paludismo. Estamos numa zona endémica da doença e é normal que os casos tendam a aumentar durante a época chuvosa. Mas estamos preparados para dar resposta aos casos que chegarem à nossa unidade sanitária”, afirmou.
Por outro lado, o responsável explicou que a unidade hospitalar que dirige presta, actualmente, apenas cuidados de saúde primários, sendo que os casos de maior complexidade, incluindo serviços de maternidade e fracturas, são transferidos para unidades hospitalares do município do Lubango, na província da Huíla.
Com capacidade para mais de 40 camas, o Hospital Municipal de Camucuio funciona com 80 profissionais, entre médicos, enfermeiros, pessoal de apoio hospitalar e técnicos de diagnóstico e terapêutica, número que, segundo o responsável, ainda não corresponde às necessidades do sector.
“Em termos de recursos humanos, este é o nosso maior problema. A população está a crescer e há sempre a necessidade de mais um ou outro profissional para responder à procura dos serviços. Precisamos do dobro do número que temos. Actualmente, contamos com 80 profissionais e gostaríamos de ter mais 80. A maior parte das nossas transferências deve-se a casos de politraumatismos provocados por acidentes de motorizadas”, revelou.




