A necessidade de reforçar a participação da juventude nos processos de decisão e a criação de condições para o surgimento de novas lideranças foi tema de análise no debate sobre “Cidadania em Debate: Liderança Juvenil e Estratégias para uma Participação Democrática”, promovido sábado, em Luanda, pela Organização Mosaico.
Durante o debate, a coordenadora do Instituto para a Cidadania “Mosaico”, Marlene Domingos, frisou que o principal objectivo do encontro foi promover um espaço de diálogo entre os jovens sobre cidadania, liderança e participação democrática, permitindo identificar os obstáculos que ainda limitam o seu envolvimento na vida pública.
A iniciativa, disse, visou, igualmente, incentivar os jovens a assumirem uma postura mais activa, consciente e responsável nos processos de tomada de decisão.
Na ocasião, o presidente do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), Simão Formiga, defendeu que a juventude deve deixar de ser vista apenas como beneficiária das políticas públicas e assumir um papel activo na construção do desenvolvimento nacional, por representar uma parcela significativa da população.
Simão Formiga defendeu a criação e o reforço de estruturas que permitam aos jovens apresentar ideias, participar em debates e contribuir para a definição de políticas públicas, acrescentando que a participação democrática não se deve limitar ao acto de votar.
Por sua vez, a activista social Laurinda Gouveia sublinhou que liderar significa ter capacidade de influenciar, mobilizar e defender uma visão de sociedade mais inclusiva, considerando fundamental que homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades de crescimento e participação nos diferentes sectores da sociedade.
Para o empreendedor e activista social Izildo Marcos, a liderança começa quando o jovem assume o primeiro passo e mobiliza outros em torno de uma causa.




