Ao todo, 3.678 pessoas com diferentes tipos de deficiências e que vivem em situação de vulnerabilidade nos municípios de Menongue e Caiundo, no Cubango, vai beneficiar do programa das Transferências Sociais Monetárias, denominado Kwenda-2 componente urbano.
A iniciativa enquadra-se na segunda fase do programa Kwenda e pretende reforçar os mecanismos de protecção social, através do apoio directo às famílias e pessoas em situação de maior vulnerabilidade sócio-económica.
Entre os beneficiários estão pessoas com albinismo, com deficiência física e visual, idosos em situação de dependência económica, grupos em risco de exclusão social ou isolamento, com doenças crónicas ou que necessitam de cuidados de saúde continuados, bem como crianças e jovens com necessidades especiais.
Cada beneficiário vai receber 33 mil kwanzas, correspondentes a três meses de transferências, sendo 11 mil kwanzas por mês, como forma de contribuir para a melhoria das condições básicas de vida das famílias com pessoas com deficientes e que necessitam de cuidados especiais.
O responsável da área de selecção e pagamento do Instituto de Desenvolvimento Local-FAS, Aldemiro Zele, informou que o Kwenda-2 ou Urbano a nível do país está avaliado em 520 milhões de dólares, dos quais 400 milhões são financiados pelo Banco Mundial e 120 milhões pelo Tesouro Nacional.
Na primeira fase do programa Kwenda, explicou, foram cadastrados 1.750.938 agregados familiares em todo o território nacional, dos quais 1.552.573 agregados já receberam transferências sociais monetárias, sendo 71 por cento dos beneficiários são mulheres.
Compromisso com o bem-estar das comunidades
Por sua vez, a vice-governadora do Cubango para o sector Político, Social e Económico, Helena Chimena, considerou que o Kwenda-2, na componente de transferências sociais monetárias, representa um compromisso concreto com o bem-estar das comunidades e com a construção de um futuro mais justo e inclusivo.
Helena Chimena sublinhou que o programa tem estado a promover a inclusão social, ampliar o acesso às oportunidades e melhorar as condições de vida das famílias beneficiárias, defendendo que os critérios de identificação devem ser rigorosamente respeitados, sem favorecimentos, exclusões indevidas ou utilização política dos mecanismos de protecção social.




