O programa Kwenda continua a ser o meio de autossustento de muitas famílias angolanas, em determinadas comunidades do país, em especial aquelas onde os grupos mais vulneráveis têm sido muito acentuados.
No Lubango, mais de 151 milhões de kwanzas foram distribuídos a 2.301 pessoas vulneráveis, de um total de 2.497 inscritas na segunda fase das transferências sociais monetárias, na Huíla, garantiu, ontem, o director provincial do Fundo de Apoio Social (FAS).
Frederico Sanumbutue sublinhou que as transferências tiveram início em Março deste ano e abrangem beneficiários de 36 aldeias e bairros do município, com destaque para idosos em situação de abandono ou risco de exclusão social, assim como pessoas com doenças crónicas, albinismo e jovens com necessidades especiais.
Cada beneficiário abrangido, explicou, já recebeu três prestações, correspondentes a nove meses de assistência. Paralelamente à assistência financeira, realçou, o programa promove o rastreio comunitário de mulheres grávidas e crianças menores de dois anos pertencentes aos agregados familiares beneficiários, no âmbito das boas práticas complementares do Kwenda.
Negócios com cooperativas
Vinte e oito cooperativas de oito municípios da Huíla beneficiaram, na última sexta-feira, na Cacula, de equipamentos e meios de apoio destinados ao reforço das actividades agrícolas, de panificação e culinária, no quadro do Programa de Fortalecimento da Protecção Social, Kwenda.
A entrega, realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Local (FAS) abrangeu cooperativas dos municípios de Cacula, Gambos, Capunda Cavilongo, Chituto, Humpata, Caluquembe, Quilengues e VitiVivali, contempladas com motocultivadoras, motobombas, moageiras, debulhadoras, motorizadas de três rodas, instrumentos agrícolas e outros equipamentos destinados a dinamizar as actividades económicas.
O director da instituição na Huíla referiu que a iniciativa dá continuidade ao processo de apoio às famílias vulneráveis, iniciado com as transferências monetárias e posteriormente alargado à organização das cooperativas. Contudo, reconheceu a existência de dificuldades no reembolso.
Habitantes do Lôvua recebem pagamentos
Os habitantes do bairro Saimbuanda, no município do Lôvua, província da Lunda-Norte, abrangidos pelo Kwenda estão a apostar na criação de caprinos para rentabilizar o valor recebido no âmbito das transferências monetárias.
Mangrio Cassua, de 30 anos, um dos moradores do bairro, contou que o valor recebido na primeira prestação serviu para comprar cabritos e volvido um ano tem conseguido expandir o negócio. O valor desta terceira prestação, justificou, vai juntar com as reservas para comprar uma motorizada.
O director do Instituto de Desenvolvimento Local (FAS) na Lunda-Norte explicou que até ao momento já foram realizados mais de 3.200 pagamentos do Kwenda em três regedorias das cinco existentes no município do Lôvua.
João Alfredo salientou que para o município do Lôvua estão previstos 4.122 agregados familiares e o estado angolano já entregou mais de 280 milhões de kwanzas. A meta, sublinhou, é pagar até oito prestações.




