O Cemitério da Sanzala, no município de Viana, regista, neste momento, uma movimentação significativa de familiares que se deslocam ao campo santo para prestar homenagem aos seus entes queridos, em alusão ao Dia dos Finados, assinalado a 2 de Novembro.
Numa ronda realizada pelo Jornal OPAÍS, foi possível observar várias famílias a comprar flores, limpar e cuidar das campas, numa demonstração de respeito e preservação da memória daqueles que já partiram.
Entre a movimentação de pessoas, o ambiente era marcado pela tristeza e pela saudade, num cenário de dor para quem se deslocou ao cemitério para recordar familiares e amigos.
A jornada ficou também marcada pela realização de funerais, com algumas pessoas a serem sepultadas no mesmo dia em que outras famílias visitavam as campas dos seus entes queridos.
Em declarações a este Jornal, Joana Augusto, de 47 anos, contou que se deslocou ao cemitério para visitar a campa do marido, Adão Augusto, que faleceu em Janeiro do ano passado, recordando-o com dor e saudade.
“Vim passar o dia com o meu marido. Ele faleceu em Janeiro do ano passado, o meu eterno amor”, disse, com lágrimas nos olhos.
Tal como Joana Augusto, várias outras pessoas aproveitaram a data para cuidar das campas dos pais, mães, filhos e de outros familiares já falecidos.
Nas primeiras horas do dia, a equipa do OPAÍS testemunhou também um momento de dor à entrada do cemitério. Uma senhora, ao chegar ao local, começou a chorar pela morte do filho, Emerson, que faleceu três meses depois do nascimento.
Sem prestar declarações ao Jornal, a mulher foi ouvida a chorar pela perda da criança. Segundo informações avançadas pela irmã, o bebé morreu na sequência de uma febre que terá surgido de forma repentina, não tendo sido fornecidos outros detalhes sobre as circunstâncias da morte.
Sobre o Dia dos Finados
O Dia dos Finados, também conhecido como Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia dos Mortos, é assinalado anualmente a 2 de Novembro e constitui uma data dedicada à memória e à homenagem às pessoas que já faleceram. A celebração tem origem na tradição cristã, particularmente na Igreja Católica, que dedica este dia à oração pelos mortos.
A tradição de rezar pelos falecidos remonta aos primeiros séculos do cristianismo. No entanto, a fixação do dia 2 de Novembro está associada ao abade Odilo de Cluny, que, no ano 998, determinou que os mosteiros sob a sua jurisdição, em França, dedicassem um dia à oração por todos os fiéis falecidos.
A iniciativa contribuiu para a expansão desta tradição religiosa, que se consolidou ao longo dos séculos no calendário da Igreja Católica.




