Luanda — Mais de 100 mil mulheres frequentam anualmente aulas de alfabetização em Angola, através das acções desenvolvidas pela Organização da Mulher Angolana (OMA), revelou esta sexta-feira, em Luanda, a secretária Nacional do Departamento de Educação e Quadros da organização, Esperança dos Santos.
Luanda — Mais de 100 mil mulheres frequentam anualmente aulas de alfabetização em Angola, através das acções desenvolvidas pela Organização da Mulher Angolana (OMA), revelou esta sexta-feira, em Luanda, a secretária Nacional do Departamento de Educação e Quadros da organização, Esperança dos Santos.
A responsável, que falava numa mesa-redonda subordinada ao tema “O Combate ao Analfabetismo — Prioridade Absoluta da OMA”, realizada no âmbito da jornada alusiva ao Dia Internacional da Alfabetização (8 de Setembro), salientou que a OMA participa no processo de alfabetização através da Brigada de Alfabetização Diolinda Rodrigues, com presença em todos os municípios do país.
"A estratégia passa pela construção de jangos de alfabetização nos bairros, com o objectivo de aproximar as aulas das comunidades e facilitar o acesso de pessoas que não tiveram oportunidade de frequentar o ensino na idade escolar," disse.
Disse ainda que tais espaços aumentam a adesão, sobretudo entre mulheres que sentem constrangimento ou vergonha de frequentar escolas formais.
“Se tivermos jangos nos bairros, elas sentem-se mais confortáveis a assistir às aulas”, afirmou.
Realçou que no âmbito deste projecto, a OMA já contabiliza cerca de 200 jangos construídos em todo o território nacional.
Apelou ao envolvimento da sociedade na construção dos jangos, salientando que a expansão da iniciativa não pode depender exclusivamente da OMA.
Para Esperança dos Santos, a alfabetização deve ser encarada como uma responsabilidade colectiva, uma vez que o conhecimento constitui uma das bases para o desenvolvimento de qualquer país.
Disse que apesar da elevada participação feminina, a organização identifica dificuldades na adesão dos homens às aulas de alfabetização.
“Muitos homens ainda sentem vergonha de frequentar os espaços de aprendizagem. Nós alfabetizamos toda a sociedade, mulheres e homens. O que sentimos ao longo do processo é que as mulheres aderem facilmente e a dificuldade tem sido com os homens”, disse.
Durante a mesa-redonda, a OMA destacou o trabalho desenvolvido pelos alfabetizadores, que continuam a assegurar as aulas, muitas vezes em condições consideradas precárias.
A mesa-redonda serviu ainda para reunir especialistas e intervenientes ligados à alfabetização, para a partilha de conhecimentos e experiências, bem como sensibilizar a sociedade para a importância do ensino.MEL/ASS




