Mais de 260 mil milhões Kz serão aplicados no plano de contingência para a época chuvosa em Angola

Mais de 260,6 mil milhões de kwanzas serão aplicados no Plano Nacional de Preparação, Contingência, Resposta e Recuperação de Calamidades e Desastres para a época chuvosa 2026/2027, aprovado pela Comissão Nacional de Protecção Civil.
O documento, alinhado ao Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), prevê igualmente a criação de um fundo permanente de resposta rápida a situações de emergência, no valor superior a 23 mil milhões de kwanzas.
A informação foi avançada pelo comandante nacional-adjunto do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, comissário Edson Fernando Domingos, esta segunda-feira, em Luanda, no final da reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil, orientada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, João dos Santos.
Segundo o responsável, o plano tem como objectivo reforçar a capacidade do Estado na prevenção e redução do risco de desastres, garantindo também uma resposta mais rápida e eficaz e uma recuperação mais célere das comunidades afetadas.
Na mesma reunião foi aprovado o Plano Estratégico de Prevenção e Redução do Risco de Desastres 2026/2027, considerado complementar ao plano de contingência e orientado para melhorar a atuação das autoridades na prevenção e gestão de calamidades.
O encontro analisou ainda o balanço da época chuvosa 2025/2026, que indica uma redução do impacto das chuvas em comparação com o período anterior.
Foram registadas 373 mortes, menos 53 do que na época anterior, e 377 feridos, menos 20 casos. O número de pessoas afetadas fixou-se em 129.110, enquanto 28.471 famílias foram atingidas.
Segundo os dados apresentados, cerca de 16.480 famílias receberam apoio em bens alimentares e não alimentares, bem como kits de inclusão produtiva, o que corresponde a cerca de 57% das famílias afetadas.
As autoridades atribuem a redução dos impactos ao reforço das medidas preventivas, à coordenação entre as comissões provinciais e às ações de sensibilização junto das comunidades.
Apesar dos progressos registados, a Comissão Nacional de Protecção Civil reconhece que o país continua vulnerável a desastres naturais, sobretudo devido a desafios ligados ao ordenamento do território e à ocupação desordenada do solo.
A Comissão Nacional de Protecção Civil é coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, João dos Santos, e integra vários membros do Executivo, incluindo os setores do Interior, Defesa Nacional, Finanças, Saúde, Ambiente e Ação Social.



