Mais de 600 cidadãos detidos por garimpo de ouro no Bengo

Mais de 600 cidadãos nacionais e estrangeiros foram detidos pelo pela Polícia Nacional, por estarem implicados em crimes de garimpo de Ouro, em vários municípios da província do Bengo.
No total a província do Bengo tem o registo de mais de 7.000 (sete) mil indivíduos envolvidos na actividade de garimpo de Ouro.
Ambriz, Nambuangongo, Quibaxi é Bula Atumba, são os municípios mais afectados pela exploração ilegal de Ouro.
O segundo comandante provincial da Polícia no Bengo, o subcomissário Fernando Ucuahamba, revelou que a corporação realizou várias operações nesses municípios da província, o que permitiu a detenção de mais de 500 cidadãos.
“Neste momento temos o controlo de mais de 7 mil garimpeiros ao nível dos cinco municípios onde se explora ilegalmente o ouro”, disse, acrescentando que três áreas tinham sido desactivadas no Município do Nambuangongo, onde foram interpolados mais de 500 cidadãos.
“Destes foram detidos 21, presentes ao Ministério Público, e a apreensão de diversos meios de apoio às actividade de garimpo”, disse.
Fernando Ucuahamba fez saber que as áreas que desactivadas em 2024 voltaram a ser ocupadas pelos garimpeiros, alastrando-se o fenómeno para mais quatro municípios.
A Procuradoria Geral da República no Bengo revela a detenção de 642 cidadãos envolvidos em actividade de garimpo de Ouro.
A informação foi tornada pública pelo Procurador Geral da República, Euclides Belinho, que foram instaurados mais de 400 processos crimes, sem que 40 arguidos estão neste momento em prisão preventiva. Nos últimos quatro meses, outros 17 processos já deram entrada ao Tribunal para o julgamento.
“É um número que tende a crescer porque o garimpo tende a se alastrar”.
O Procurador fez saber que as abordagens repressivas das autoridades não têm sido suficientes para travar o garimpo na província, o que fez co que as áreas desactivadas voltassem a ser ocupadas.
“O código mineiro angolano prevé a possibilidade de criação de cooperativas”, observou.


