Mais de cem mil fiéis católicos são aguardados na peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima, que decorre desde quinta-feira, até domingo, 6, no município da Quiçama, província do Icolo e Bengo, informou o porta-voz da Diocese de Viana, padre Queiroz Figueira.
A actividade religiosa, realizada sob o lema “Mamã Muxima, mãe bondosa e modelo de santidade, rogai por nós”, iniciou ontem, com a presença de milhares de fiéis a nível das 21 províncias.
O coordenador da Comissão Multissectorial para a realização da peregrinação e vice-governador para o sector Político, Social e Económico da província do Icolo e Bengo, Agostinho António, garantiu que o Santuário da Muxima está preparado para acolher os peregrinos.
Entre as condições preparadas, destacou a Praça dos Peregrinos, as áreas de estacionamento e os meios de transporte destinados a garantir a mobilidade dos devotos.
“Temos disponíveis 120 autocarros para transportar todas aquelas pessoas que pretendem participar na peregrinação”, assegurou, acrescentando que os veículos estarão disponíveis no período da manhã, na zona da Estalagem com destino à Quiçama, nos quatro dias.
O vice-governador apelou ainda aos fiéis a cumprirem rigorosamente as orientações de segurança estabelecidas pela organização, de modo a garantir uma peregrinação tranquila e sem sobressaltos.
Programa litúrgico
As actividades litúrgicas iniciaram ontem, às 18h00, com a peregrinação dos jovens e uma missa presidida por Dom Belmiro Chissengueti, bispo da Diocese de Cabinda. Hoje, o dia vai ser, igualmente, marcado por missas, catequese, confissões e bênçãos.
Amanhã, o programa prevê a realização de missas, visitas ao templo antigo e, às 18h30, a chegada da imagem de Nossa Senhora vinda de Luanda. A missa de recepção será presidida por Dom Emílio Sumbelelo, bispo da Diocese de Viana, e o dia encerra com uma vigília de oração. No domingo, último dia da peregrinação, de acordo com o programa, a missa de encerramento será presidida por Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, arcebispo de Luanda.
O vigário geral da Diocese de Viana, padre Fila Cassule, destacou que a edição deste ano apresenta o desafio de os fiéis percorrerem cerca de 15 quilómetros a pé até ao Santuário da Muxima, numa demonstração de fé e devoção.
Peregrinos participam em caminhada até ao Santuário
Mais de mil fiéis da província de Luanda participam, a partir de hoje, da peregrinação a pé, com destino ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima, a ser feita com objectivo de fortalecer a fé e a devoção a Maria.
O vice-coordenador da actividade, padre Salvador Pereira, frisou que a caminhada promovida pela Arquidiocese de Luanda sob o lema “Com Maria, caminhamos na esperança”, vai reunir os fiéis de todo o país, num percurso marcado por momentos de oração e celebração religiosa.
De acordo com o padre, as condições estão criadas para o início da peregrinação, que tem a duração de dois dias e contam com o apoio do Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Polícia Nacional e o INEMA.
Em relação ao número de fiéis, o padre salientou que farão a primeira experiência da peregrinação a pé e já foram inscritas mais mil pessoas, número que ultrapassou as expectativas. “A expectativa é que fossem apenas 500 fiéis a participar”, revelou.
Para os fiéis católicos, sublinhou, o acto representa um momento de reflexão espiritual, fortalecimento da fé, devoção à Nossa Senhora da Muxima, assim como comunhão, esperança e renovação da vida cristã.
Segundo o sacerdote, após a bênção no seminário, os fiéis vão caminhar a pé, até ao Cemitério de Santa Ana, seguindo-se um trajecto de autocarro até ao quilómetro 44, na região do Icolo e Bengo, de onde voltarão a caminhar até à Paróquia de São José Betadine, em Catete, onde farão uma pausa para o almoço e jantar. Depois da pausa, contou, os peregrinos seguem de autocarro até à Cabala, no Icolo e Bengo, onde, vai ser realizada uma missa, seguida do recolhimento dos participantes.
Na segunda etapa, já no sábado, a jornada começa às 6h30, com as laudes (missas matinais), seguindo-se a caminhada na ponte da Cabala, num percurso de seis quilómetros a pé.
Na etapa final, os peregrinos seguem de autocarro até ao Quilómetro 156, onde vão caminhar, novamente, a pé, até ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima. “Até ao final das duas etapas, os fiéis vão ter percorrido 70 quilómetros no total”, disse.
O padre recomendou aos participantes o uso de roupa confortável, chapéu e repelente, bem como o transporte do terço e a manutenção de um espírito de oração durante todo o percurso.
Polícia tem efectivos mobilizados
O comandante municipal da Polícia na Quiçama, Mateus Vasco, avançou que estão mobilizados mais de mil efectivos de diversas especialidades para assegurar a segurança durante a peregrinação.
O porta-voz da Polícia, Euler Matari, explicou que os efectivos foram organizados em sectores e subsectores, para o asseguramento do todo o troço que dá acesso à Vila da Muxima.
“A Estrada Nacional 230, desde a Ponte do 25 até Maria Teresa, e a 110 Sul, passando pelo município do Cabo Ledo até ao município da Quiçama, estarão asseguradas”, disse, apelando aos peregrinos e automobilistas a pautarem pela prudência e a ter muita atenção.
Por outro lado, acrescentou, os Bombeiros estão a realizar patrulhamento na orla ribeirinha, com a utilização de lanchas.
Piquete
A Polícia montou no local da actividade um Piquete de perdidos e achados que vai funcionar em estreita ligação com os escuteiros. “Qualquer cidadão que tenha perdido o seu bem deve recorrer aos jovens católicos e eles saberão direccionar ao Piquete para a devida localização”, disse Euler Matari.
Técnicos de Saúde do INEMA estão prontos para romaria
Cinquenta e um técnicos do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos e motoristas foram mobilizados para o asseguramento da peregrinação.
O chefe do Departamento do INEMA na província do Icolo e Bengo, Manuel Francisco, assegurou que estão ainda disponíveis 13 viaturas, das quais 11 ambulâncias e duas de apoio logístico.
“Temos medicamentos suficientes para atender a demanda”, afirmou, além de recomendar aos fiéis com doenças crónicas a terem os medicamentos próximo, para evitar situações piores.
Engrácia Francisco e Celeste de Melo




