Luanda – Nove mil e 888 utentes foram atendidos durante a “experiência-piloto” do Programa Integrado de Saúde nas Comunidades, realizada no município de Belas, em Luanda, pela Organização da Mulher Angolana (OMA), visando levar cuidados médicos aos munícipes.
Luanda – Nove mil e 888 utentes foram atendidos durante a “experiência-piloto” do Programa Integrado de Saúde nas Comunidades, realizada no município de Belas, em Luanda, pela Organização da Mulher Angolana (OMA), visando levar cuidados médicos aos munícipes.
De acordo com a secretária nacional da OMA para a Acção Social, Promoção e Desenvolvimento da Mulher, Augusta Leonel, na acção que durou um mês, teve dois pacientes encaminhados para uma unidade hospitalar de referência, enquanto cerca de quatro mil pessoas em situação de vulnerabilidade beneficiaram de consultas e tratamentos ambulatórios.
Face aos resultados alcançados, a OMA prevê alargar o PICM aos 326 municípios do país.
Augusta Leonel explicou que o PICM visa aproximar os serviços essenciais as comunidades, com destaque para a saúde preventiva, educação, identificação civil e encaminhamento de situações de vulnerabilidade.
A responsável apontou como principais linhas de actuação do programa o aproximar, prevenir, educar, identificar, encaminhar, acompanhar e transformar, com particular atenção à saúde materno-infantil e a autonomia económica das mulheres.
Por sua vez, a secretária-geral da OMA, Emília Carlota Dias, agradeceu aos mais de 200 profissionais de saúde de diversas especialidades que, de forma voluntária, decidiram abraçar a causa da organização, levando assistência médica às comunidades.
Destacou ainda, a participação de instituições como a Clínica Girassol, Multiperfil, Hospital Materno-Infantil Azancot de Menezes, Maternidade Lucrécia Paim, Instituto Oftalmológico Nacional de Angola e Clube dos Médicos Angolanos.
Segundo Emília Carlota Dias, a iniciativa demonstra o compromisso dos profissionais de saúde com as famílias angolanas e representa uma escolha de servir quem mais precisa.
A directora clínica da Maternidade Lucrécia Paim, Julieta de Castro, disse que a instituição vai levar às comunidades serviços de planeamento familiar, consultas e acções de prevenção do cancro do colo do útero, além de palestras sobre sinais de alerta e prevenção de complicações durante a gravidez e ao parto.
Já a directora-geral do Hospital Materno e Infantil Azancot de Menezes, Manuela Mendes, anunciou a divulgação do programa de tratamento da fístula obstétrica, doença para a qual a unidade é referência. O tratamento é gratuito e inclui cirurgia, recuperação e capacitação das pacientes.
Manuela Mendes adiantou que o hospital pretende ampliar o programa de recuperação de mulheres com fístula obstétrica para todas as províncias, salientando a necessidade de reforçar o acesso ao parto seguro como forma de reduzir os casos.
A responsável da Clínica Girassol, Catiana Laureano, considerou a primeira edição do PICM uma experiência positiva, por ter permitido prestar assistência especializada a uma população carenciada, defendendo a continuidade da iniciativa nas comunidades.
Adiantou que na segunda edição, a decorrer no município de Cacuaco, a Clínica Girassol prevê disponibilizar mais de 15 especialidades médicas, incluindo cirurgia geral e podologia, e mobilizar mais de 80 profissionais.
A segunda edição do programa será realizada no município de Cacuaco, com a participação de profissionais de saúde, voluntários e parceiros de diferentes instituições.FG/DP




