As mulheres devem realizar, periodicamente, o rastreio da mama, por ser a medida eficaz de prevenção e tratamento da doença, apelou, sábado, no município da Ingombota, província de Luanda, a vice-presidente do MPLA.
Mara Quiosa lançou o apelo no encerramento da marcha de consciencialização “Outubro Rosa”, uma iniciativa da Administração Municipal da Ingombota que mobilizou cerca de 20 mil cidadãos.
Conforme salientou a dirigente, o rastreio regular permite diagnosticar tumores ainda em fase inicial, o que eleva significativamente as probabilidades de cura. Por essa razão, reforçou a urgência de incentivar as mulheres a estarem atentas à sua saúde e à importância da prevenção.
Ao aderir voluntariamente à mobilização, Mara Quiosa exortou a sociedade, especialmente o público feminino, a superar o estigma e a vergonha em torno da doença. A responsável incentivou a partilha de testemunhos reais sobre a superação do cancro da mama como uma ferramenta poderosa para sensibilizar e proteger mais vidas.
Drama
Mara Quiosa disse que testemunhou a realidade de um familiar que viveu o drama da doença, uma situação que reforçou a consciência de que a prevenção é o melhor caminho para todos.
“É melhor prevenir do que remediar. Por vezes, a doença surge, mas, quando é detectada numa fase inicial, é possível iniciar o tratamento precocemente”, referiu.
O cancro da mama, sublinhou a dirigente, deixou de ser uma patologia diagnosticada predominantemente em mulheres acima dos 35 anos. A realidade actual demonstra o oposto, com um número crescente de casos detectados em jovens com idades inferiores.
Perante este cenário, Mara Quiosa apelou aos maridos e parceiros para que se mantenham atentos aos primeiros sintomas, oferecendo o apoio necessário no acompanhamento às unidades sanitárias especializadas. Ao partilhar a história de superação de um membro da sua própria família, a responsável reforçou a importância do diagnóstico atempado. “Felizmente, este meu familiar começou o tratamento cedo e hoje está curada. Devemos ir às consultas regularmente para descobrir qualquer anomalia com antecedência, garantindo maior eficácia terapêutica. Essa responsabilidade é de todos nós”, alertou.
Percurso da marcha
O evento, realizado pela segunda vez sob a chancela da Administração Municipal da Ingombota, partiu do Largo do Porto de Luanda e encerrou-se na Baía de Luanda, onde os participantes foram recebidos com uma actividade músico-cultural.
A administradora municipal, Milca Caquesse Americano, disse que o objectivo central da iniciativa ultrapassa a consciencialização, visando também atrair parcerias com empresas privadas para o financiamento de tratamentos contra o cancro.
Além da caminhada, o público teve acesso a uma Feira de Saúde na própria Baía, onde clínicas e unidades sanitárias privadas mobilizadas prestaram consultas e atendimentos médicos totalmente gratuitos aos munícipes.
A responsável reconheceu que o Executivo tem estado a investir bastante na construção de hospitais de grande porte para atender as populações, mas as administrações municipais têm responsabilidade de assegurar a organização das unidades locais.




