O hospital Materno Infantil de Malanje, foi, durante quatro três dias, o palco de cirurgias gratuitas de 215 crianças que sofriam de hérnia inguinal, hidrocele e criptorquidia.
O chefe do Serviço de Pediatria do hospital, Agostinho Lopes, considerou positivo o balanço da campanha, que terminou em mais de 200 intervenções, sendo que o previsto era apenas de 100 crianças.
O responsável da saúde, fez saber que as três condições, exigem tratamento cirúrgico ainda na infância, pois quando chega a fase adulta a situação pode ser complicada.
Acrescentou que durante quatro dias, no âmbito da primeira campanha de cirurgias pediátricas, as intervenções, abrangeram crianças diagnosticadas com hérnia inguinal, hidrocele e criptorquidia e outras patologias da mesma natureza.
Salientou ainda que a grande satisfação da equipa medica deve-se ao facto da campanha ter ultrapassado a meta preconizada, visto que iniciativa visou reduzir a lista de espera e facilitar o acesso das crianças a tratamentos especializados.
Explicou que a actividade contou com a participação de médicos cirurgiões provenientes das províncias do Huambo, Malanje e Luanda.
O responsável explicou também que as cirurgias de hérnia inguinal simples, tiveram uma duração média de 10 a 12 minutos e os procedimentos decorreram sem sobressaltos, disse.
Por sua vez, o diretor-geral do hospital, Jacob Nlenvo, agradeceu aos médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais envolvidos na campanha e destacou a dedicação e o espírito de solidariedade das equipas, considerando que a saúde das crianças é uma responsabilidade coletiva.
Jacob Nlenvo garantiu que a instituição pretende continuar a realizar campanhas do género, com o objetivo de melhorar a assistência médica e responder às necessidades das famílias.
Os pais e encarregados de educação manifestaram satisfação com os resultados e apelaram à realização de outras iniciativas semelhantes.
A mãe de Prado Manuel de quatro anos de idade, agradeceu a iniciativa da direção provincial de Saúde.
Contou ao Jornal de Angola que é residente do município de Cunda-Dya-Base e seu filho vive com a hérnia inguinal desde a nascença e o mesmo pesava mais de 90 miligramas, o que o impedia de correr, jogar bola ou marcar passos mais largos.
“Era uma situação que me preocupava bastante, mais nunca perdi as esperanças visto que estamos na lista de espera por mais de dois anos e hoje vimo-nos livres da situação e o meu filho está bem, graças a Deus, visto que a cirurgia durou apenas cerca de 20 minutos”.




