O novo edifício do Ministério dos Transportes foi inaugurado, ontem, em Luanda, no Complexo Muxima Plaza, na rua Friedrich Engels, localizado na baixa da cidade, três anos depois do início das obras.
A cerimónia do corte da fita da infra-estrutura coube ao ministro do sector, Ricardo d’Abreu, na companhia dos homólogos da Administração do Território, Daniel Félix Neto, do Turismo, Márcio de Jesus Lopes Daniel, e do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
A nova sede visa aumentar a capacidade de coordenação, decisão e execução das a tividades do Estado. O obje tivo é garantir maior eficácia na implementação de políticas públicas e optimizar a articulação entre as entidades do sector e os agentes económicos.
“Estamos a criar melhores condições para um Ministério com maiores responsabilidades (...). Uma nova sede tem de representar uma nova capacidade de trabalhar, decidir e executar”, sublinhou Ricardo d’Abreu, apontando que o marco inicia um novo ciclo numa altura em que o sector assinala 50 anos de existência.
O governante lembrou que, durante décadas, o Ministério dos Transportes operou no edifício da Secil, na Marginal de Luanda. Destacou ainda que a nova infra-estrutura foi totalmente financiada com recursos próprios do sector, provenientes de processos de concessão e receitas geradas pelas agências reguladoras.
Pela primeira vez, o órgão central e as agências de regulação, supervisão e fiscalização passam a funcionar no mesmo espaço físico, uma proximidade que vai traduzir-se numa maior partilha de informação e numa melhor articulação entre as equipas.
Condições
A nova sede dispõe de uma infra-estrutura tecnológica altamente robusta, equipada com um Data Center próprio, sistemas de comunicação integrados e protocolos de segurança avançados.
Além de oferecer melhores condições de atendimento ao público, o projecto arquitectónico foi concebido sob estritos critérios de sustentabilidade ecológica e eficiência energética.vEstas valências são apontadas pelo governante como fundamentais para um ministério que precisa de acompanhar a modernização em curso no país.
Ricardo d’Abreu ressalvou, contudo, que a tecnologia não substitui o factor humano: “Nenhuma infra-estrutura, por mais moderna que seja, consegue substituir a competência das pessoas, a qualidade da liderança, a clareza das responsabilidades e uma verdadeira cultura de execução”.
O ministro sublinhou ainda que o sector dos Transportes desempenha hoje um papel vital na mobilidade de cidadãos, na circulação eficiente de mercadorias, na integração do território nacional e na conectividade de Angola com a região e o mundo, funcionando como um motor directo para a competitividade da economia real.
Diante deste cenário, o grande desafio a partir de agora reside em converter estas melhorias estruturais num desempenho superior, traduzindo a execução burocrática em resultados práticos e positivos para a sociedade angolana.
Ricardo d’Abreu enfatizou que a modernização física deve ser obrigatoriamente acompanhada por uma mudança de mentalidade na administração pública. O objectivo central é desburocratizar processos, reduzir o tempo de resposta aos operadores económicos e criar um ambiente de trabalho dinâmico, onde a tecnologia de ponta sirva para acelerar as decisões e aproximar o Ministério dos cidadãos que dependem de um sistema de transportes eficaz.
O governante sublinhou que a eficácia da logística nacional e a competitividade do país no comércio regional dependem directamente da agilidade institucional. Por essa razão, a nova sede foi projectada para quebrar o isolamento dos serviços, promovendo uma governação orientada para resultados concretos, focada na desmaterialização de procedimentos e na forte valorização do capital humano como motor da eficiência pública.




