A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, deslocou-se nesta sexta-feira, 14, à província de Cabinda, para avaliar a situação epidemiológica da Mpox e acompanhar as medidas de resposta adoptadas pelas autoridades sanitárias locais.
A governante está acompanhada pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, por responsáveis da Direcção Nacional de Saúde Pública, da área de Vigilância Epidemiológica e por outros funcionários do Ministério da Saúde.
À chegada ao aeroporto Maria Mambo Café, Sílvia Lutucuta foi recebida pelo vice-governador de Cabinda para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Juliano Kapita, por membros do Governo Provincial e responsáveis da Secretaria Provincial da Saúde.
A deslocação acontece depois da presença da ministra, em Luanda, em actividades da agenda do Presidente da República, João Lourenço, relacionadas com a visita ao futuro Hospital Oncológico e à terceira fase do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento.
Já em Cabinda, a ministra participou numa reunião de trabalho no Hospital Central de Cabinda, onde recebeu informações sobre a situação epidemiológica da Mpox e o plano provincial de resposta à doença.
Segundo os dados apresentados durante o encontro, a província registou o primeiro caso de Mpox no dia 30 de Abril de 2026.
O balanço provincial, com dados reportados até 11 de Agosto, aponta para 198 casos confirmados e 274 casos suspeitos de Mpox em Cabinda.
A nível nacional, os dados apresentados indicam 289 casos confirmados e 505 casos suspeitos. Cabinda concentra, assim, uma parcela significativa dos casos confirmados registados no país.
Perante a situação epidemiológica, as autoridades sanitárias mantêm o reforço da vigilância, sobretudo nas unidades sanitárias e nos pontos de entrada da província, tendo em conta a circulação transfronteiriça com a República Democrática do Congo.
Nas unidades de saúde, está a ser reforçado o rastreio de pessoas com febre, lesões e erupções cutâneas, sinais que podem estar associados à Mpox.
As equipas acompanham igualmente a evolução das lesões cutâneas nas diferentes fases da doença. Quando indicada a investigação laboratorial, são recolhidas amostras a partir do conteúdo das lesões, de acordo com as orientações técnicas.
Durante a apresentação do ponto de situação, foi igualmente referido que novas orientações procuram melhorar a gestão dos recursos laboratoriais e acelerar a tomada de decisões clínicas nos casos com manifestações consideradas fortemente sugestivas da doença.
No âmbito da resposta, as autoridades provinciais informaram que Cabinda aguarda a chegada de vacinas. Está prevista a continuidade das acções de vacinação com o apoio das Forças Armadas Angolanas e do Ministério do Interior, em coordenação com as autoridades sanitárias.
A vigilância mantém-se também nos pontos de entrada, incluindo as fronteiras terrestres, com particular atenção às zonas de maior circulação de pessoas.
As autoridades sanitárias de Cabinda destacaram ainda a realização de encontros de coordenação com as autoridades sanitárias da República Democrática do Congo, visando reforçar a vigilância e a resposta às doenças transmissíveis nas zonas fronteiriças.
A cooperação transfronteiriça inclui a troca de experiências e a coordenação de acções de saúde pública, incluindo actividades de vacinação e vigilância epidemiológica.
Depois da reunião no Hospital Central de Cabinda, a ministra da Saúde tem prevista uma visita ao Centro de Tratamento de Mpox, localizado na Centralidade Santana Pitra Petrof, onde deverá inteirar-se das condições de assistência e acompanhamento dos pacientes.



