Madalena Quissanga A criação de novas fórmulas de sustentabilidade, capazes de ajudar no aumento da protecção ambiental e garantir o bem-estar social, mas sem esgotar os recursos do planeta, é, de acordo com o ambientalista Rafael Lucas, a solução para combater a poluição a nível mundial. O ambientalista e presidente da Associação Minuto Verde disse que a poluição continua a ser um dos maiores desafios ambientais da actualidade, entre diferentes estados, obrigando a aplicação de diferentes medidas de combate. Rafael Lucas adiantou, ainda, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Poluição, assinalado hoje, que o fenómeno é uma das principais ameaças à saúde humana, à biodiversidade, aos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável, afectando directamente a qualidade de vida das populações e comprometendo o futuro das próximas gerações. Por meio da sustentabilidade, prosseguiu, é possível rever conceitos anteriormente muito enraizados e, assim, apostar mais na transição para energias limpas, de forma a garantir a redução drástica de emissões. Para tal, continuou, é fundamental assegurar, também, uma gestão consciente de resíduos, por meio de mais campanhas de sensibilização junto das comunidades. Desafios Apesar dos progressos registados na implementação de políticas ambientais e na promoção da educação ambiental, o ambientalista referiu que persistem, no país, desafios relacionados com a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o descarte indiscriminado de plásticos, o fenómeno das queimadas, da poluição de rios e zonas costeiras, assim como a exploração desordenada dos recursos naturais. O presidente da Minuto Verde acredita que a solução para muitos destes fenómenos nocivos ao ambiente passa por uma resposta coordenada entre o Estado, as administrações locais, as empresas, organizações da sociedade civil e os cidadãos. “O combate à poluição deve começar com a prevenção”, sublinhou. Para Rafael Lucas, é preciso que haja inúmeras campanhas de educação sobre o assunto. “Educar as comunidades é promover o consumo responsável, incentivar a reutilização e a reciclagem, reduzir a produção de resíduos, proteger os recursos hídricos, preservar as florestas, reforçar a fiscalização ambiental e investir em tecnologias limpas”, defendeu. O ambientalista aconselhou, igualmente, as empresas a adoptarem processos produtivos mais sustentáveis, capazes de ajudar na redução das emissões e implementar sistemas eficazes de gestão ambiental. As instituições públicas, frisou, devem continuar a reforçar a fiscalização, aplicar a legislação ambiental vigente e investir mais em infra-estruturas de saneamento, recolha selectiva e valorização de resíduos. Paralelamente a isso, acrescentou, cada cidadão deve assumir a sua responsabilidade, evitando o descarte inadequado de lixo, participando em campanhas de limpeza, protegendo os espaços públicos e promovendo boas práticas ambientais no seu quotidiano. “Apelo à sociedade angolana para que transforme a protecção do ambiente numa responsabilidade colectiva. O combate à poluição não depende apenas das autoridades, mas do compromisso diário de cada cidadão, instituição e empresa”, disse.
O ambientalista e presidente da Associação Minuto Verde disse que a poluição continua a ser um dos maiores desafios ambientais da actualidade, entre diferentes estados, obrigando a aplicação de diferentes medidas de combate.
Rafael Lucas adiantou, ainda, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Poluição, assinalado hoje, que o fenómeno é uma das principais ameaças à saúde humana, à biodiversidade, aos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável, afectando directamente a qualidade de vida das populações e comprometendo o futuro das próximas gerações.
Por meio da sustentabilidade, prosseguiu, é possível rever conceitos anteriormente muito enraizados e, assim, apostar mais na transição para energias limpas, de forma a garantir a redução drástica de emissões. Para tal, continuou, é fundamental assegurar, também, uma gestão consciente de resíduos, por meio de mais campanhas de sensibilização junto das comunidades.
Desafios
Apesar dos progressos registados na implementação de políticas ambientais e na promoção da educação ambiental, o ambientalista referiu que persistem, no país, desafios relacionados com a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o descarte indiscriminado de plásticos, o fenómeno das queimadas, da poluição de rios e zonas costeiras, assim como a exploração desordenada dos recursos naturais.
O presidente da Minuto Verde acredita que a solução para muitos destes fenómenos nocivos ao ambiente passa por uma resposta coordenada entre o Estado, as administrações locais, as empresas, organizações da sociedade civil e os cidadãos. “O combate à poluição deve começar com a prevenção”, sublinhou.
Para Rafael Lucas, é preciso que haja inúmeras campanhas de educação sobre o assunto. “Educar as comunidades é promover o consumo responsável, incentivar a reutilização e a reciclagem, reduzir a produção de resíduos, proteger os recursos hídricos, preservar as florestas, reforçar a fiscalização ambiental e investir em tecnologias limpas”, defendeu.
O ambientalista aconselhou, igualmente, as empresas a adoptarem processos produtivos mais sustentáveis, capazes de ajudar na redução das emissões e implementar sistemas eficazes de gestão ambiental.
As instituições públicas, frisou, devem continuar a reforçar a fiscalização, aplicar a legislação ambiental vigente e investir mais em infra-estruturas de saneamento, recolha selectiva e valorização de resíduos.
Paralelamente a isso, acrescentou, cada cidadão deve assumir a sua responsabilidade, evitando o descarte inadequado de lixo, participando em campanhas de limpeza, protegendo os espaços públicos e promovendo boas práticas ambientais no seu quotidiano.
“Apelo à sociedade angolana para que transforme a protecção do ambiente numa responsabilidade colectiva. O combate à poluição não depende apenas das autoridades, mas do compromisso diário de cada cidadão, instituição e empresa”, disse.



