A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, manifestou preocupação com os resultados da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo e defendeu o reforço imediato das acções de mobilização comunitária, com vista ao aumento da cobertura vacinal e à protecção de mais crianças em todo o país.
A orientação foi transmitida esta sexta-feira, 30 de Outubro, durante uma reunião de trabalho com a Direcção Nacional de Saúde Pública e a equipa de coordenação da campanha, liderada pela directora nacional, Helga Freitas, na qual foi analisado o balanço das actividades realizadas entre 23 e 27 de Outubro, bem como os resultados alcançados e os principais constrangimentos identificados.
Perante os níveis de vacinação considerados aquém do esperado, Sílvia Lutucuta defendeu uma nova dinâmica de intervenção, com maior envolvimento dos governos provinciais, administrações municipais, escolas, igrejas, autoridades tradicionais e demais parceiros sociais.
A governante sublinhou que a mobilização não deve ficar limitada às unidades sanitárias, mas chegar directamente às comunidades, bairros, condomínios e outros espaços de maior concentração populacional, através de estratégias de comunicação mais próximas das famílias e adaptadas à realidade de cada localidade.
A ministra apelou igualmente aos pais e encarregados de educação para acolherem as equipas de vacinação, facilitarem o acesso dos profissionais às comunidades e levarem as crianças aos postos fixos ou procurarem as equipas móveis, de modo a evitar que alguma fique desprotegida por falta de informação ou oportunidade de vacinação.
“Vacinar é um acto de amor, de responsabilidade e de protecção da vida”, sublinhou Sílvia Lutucuta, ao reforçar a importância do envolvimento das famílias na prevenção de doenças e na salvaguarda da saúde infantil.
A titular da pasta da Saúde destacou ainda que a vacinação é uma responsabilidade colectiva, que exige a participação articulada das instituições públicas, dos parceiros sociais e das comunidades, pelo seu contributo na prevenção de doenças, na redução da mortalidade infantil e na protecção das futuras gerações.
O encontro contou também com a participação dos secretários de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, e para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, além de outros responsáveis e quadros do Ministério da Saúde.




