Porto Amboim – O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, anunciou, esta quarta-feira, o início da construção de mais oito quilómetros de obras de protecção marítima, para travar o avanço da erosão do estado da costa de Porto Amboim, província do Cuanza-Sul.
Porto Amboim – O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, anunciou, esta quarta-feira, o início da construção de mais oito quilómetros de obras de protecção marítima, para travar o avanço da erosão do estado da costa de Porto Amboim, província do Cuanza-Sul.
O governante, que falava durante uma visita de trabalho à região, explicou que já foram intervencionados dois quilómetros de costa, numa empreitada que permitiu evitar o agravamento de algumas situações consideradas críticas.
“Conseguimos evitar que certas situações se agravassem”, enfatizou.
Disse que a intervenção visa, particularmente, proteger a Estrada Nacional 100, um importante eixo rodoviário que liga o país de Norte a Sul, bem como os investimentos privados existentes na região, sobretudo nos sectores turístico e empresarial.
Contudo, o ministro reconheceu que ainda existe muito trabalho por realizar, razão pela qual foram mobilizados meios técnicos, humanos e equipamentos para o arranque imediato da segunda fase da empreitada.
“Decidimos iniciar rapidamente a construção de mais oito quilómetros”, disse.
Sublinhou que a intervenção permitirá reforçar a segurança da EN100, dos investimentos privados e da população que desenvolvem actividades naquela zona.
O ministro anunciou, igualmente, o início de trabalhos de conservação num troço de cerca de 220 quilómetros da EN100, entre Cabo Ledo e Sumbe, com o objectivo de melhorar as condições de circulação e garantir maior segurança e conforto aos utilizadores da via.
Empreitada de protecção marítima
Por sua vez, o empreiteiro Silvino Alves explicou que a primeira fase da obra foi concluída em Novembro do ano passado, mas que a zona continua a exigir vigilância permanente devido à intensidade dos movimentos marítimos e à existência de vários pontos vulneráveis à erosão.
Segundo o responsável, foram construídos 11 túneis, com cerca de 50 metros de comprimento cada, e outros de extensão superior, destinados a proteger os pontos mais afectados pela erosão.
A intervenção incluiu medidas de combate à erosão em zonas próximas de Cartazanal, consideradas de interesse turístico.
Silvino Alves explicou que a segunda fase da empreitada prevê a intervenção numa extensão de oito quilómetros, vai abranger zonas das salinas fortemente afectadas pela erosão costeira.
O empreiteiro referiu a existência de pontos próximos de Paianal onde se verifica uma elevada acumulação de areia, transportada ao longo da costa pela acção marítima, situação que tem provocado constrangimentos naquela área.
A segunda fase deverá concentrar-se nas zonas consideradas mais frágeis, onde a erosão se tem agravado nos últimos anos e provocado situações de emergência.
O responsável apontou a zona de Ensei como um dos pontos que merecem atenção, tendo sido identificada uma área de praia particularmente vulnerável à ocorrência de fenómenos de erosão e outros danos associados à forte agitação marítima. FF/ALH



