Benguela - O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, João Ernesto dos Santos "Liberdade", orientou, esta quinta-feira, em Benguela, celeridade às empreiteiras envolvidas na construção das primeiras 225 casas destinadas às famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco.
Benguela - O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, João Ernesto dos Santos "Liberdade", orientou, esta quinta-feira, em Benguela, celeridade às empreiteiras envolvidas na construção das primeiras 225 casas destinadas às famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco.
A orientação foi transmitida aos responsáveis envolvidos na empreitada, no seguimento da sua visita de constatação às obras das residências sociais no bairro da Graça, arredores da cidade de Benguela.
Sobre o assunto, o comandante nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Bravo Pereira Mendes, sublinhou, em declarações aos jornalistas, as instruções baixadas pelo ministro de Estado, no intuito de dar algum alento aos trabalhos para que, até à próxima reunião, as coisas estejam avançadas no terreno.
De acordo com o responsável, a visita do Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República à província de Benguela teve, justamente, o objectivo de fazer um balanço dos avanços no terreno, desde a última reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil.
Nesse sentido, afirmou terem sido baixadas orientações concretas e agora a expectativa é de que, segundo referiu, haja alguma celeridade na implementação das acções, no âmbito da resposta e mitigação do impacto das inundações junto das populações afectadas.
Para o comandante nacional do Serviço de Proteccão Civil e Bombeiros, essas orientações abrangem, entre outros pontos, a construção das mais de mil casas sociais para o reassentamento definitivo dos desalojados, envolvendo quatro empreiteiras engajadas na fabricação de blocos, montagem dos pavimentos, entre outras acções.
Outra componente importante, disse, prende-se com a mobilização de toda a mão-de-obra necessária às empreitadas, bem como o apoio directo do Governo Provincial e o acompanhamento do Governo Central.
Como o foco é acelerar o processo de reassentamento das famílias afectadas pelas cheias em Benguela, enfatizou igualmente a recomendação dada pelo ministro de Estado sobre a necessidade de "inserção de toda a força da Comissão Provincial de Protecção Civil e da Comissão Nacional".
Época balnear
Quanto à aproximação da época balnear, o responsável máximo do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros mencionou a sua abertura, prevista para sábado, 26, na província de Benguela, tendo como principal objectivo a sensibilização das populações para a prevenção de afogamentos.
"Estamos a olhar para o país de modo geral. Pela primeira vez vamos fazer a abertura da época balnear aqui em Benguela, fora da província de Luanda", frisou, salientando haver uma maior tendência de afogamentos, tendo em conta o aumento da frequência às praias devido ao clima normalmente quente.
Zonas de risco
Questionado sobre a construção de residências em zonas de risco em várias províncias do país, o comandante nacional do Serviço de Protecção Civil confirmou tal ocorrência, avisando que as habitações nestas condições tornam-se vulneráveis a calamidades naturais.
"Então, apelo a essa população a prestar atenção, porque o bem vida não tem preço", frisou.
Sobre as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET) que apontam para a possibilidade de chuvas acima do normal na zona Norte e no Litoral, de Outubro a Novembro, Bravo Pereira Mendes explicou que as zonas de risco do país estão mapeadas, pelo que a província de Benguela não foge à regra.
"Benguela conta com zonas de risco. Estas estão mapeadas. São conhecidas", disse, para mais adiante apelar às populações para não construírem nem habitarem nessas zonas, de forma a diminuir as mortes decorrentes de calamidades naturais.
Relativamente ao facto de, alegadamente, estarem a ser reabilitadas casas nas mesmas zonas vulneráveis já conhecidas, onde de ano a ano há um maior número de mortes, esclareceu que em zonas de risco não se reabilitam residências, até porque, reforçou, as populações são aconselhadas a abandonar o local.
Na prática, ressaltou, reabilita-se ou constrói-se residências em zonas que oferecem condições ou onde não há perigo de inundação.
Antes de regressar a Luanda, João Ernesto dos Santos "Liberdade" e a sua comitiva, sob olhar atento do governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, deslocaram-se a algumas zonas atingidas pelas intempéries de Abril no município de Benguela.
A visita de constatação, antecedida da segunda reunião ordinária da Comissão Nacional de Protecção Civil, esteve focada nas obras de reparação dos diques de contenção do Rio Cavaco, mormente no bairro da Calomanga, na construção das residências para as populações afectadas pelas enxurradas.
O centro de acolhimento do Novo Campismo, onde permanecem cerca de mil famílias em tendas com mais dignidade do que as anteriores, também mereceu a visita do ministro de Estado, que na ocasião fez a entrega de quatro viaturas para apoiar a assistência aos cidadãos que, aos poucos, recuperam da tragédia que abalou Benguela no dia 12 de Abril deste ano. JH/CRB




