O Ministério da Saúde vai iniciar no país a impressão 3D na produção de próteses, órteses e dispositivos de tecnologia assistiva, permitindo criar soluções personalizadas de acordo com as necessidades de cada paciente.
A iniciativa, que se desenrola em parceria com especialistas brasileiros, foi apresentada no Centro Ortopédico e de Reabilitação Polivalente Dr. António Agostinho Neto (CORPAAN), em Viana.
A formação capacitou 60 profissionais de ortoprotesia, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem, medicina, engenharia e tecnologia, criando uma primeira base nacional de competências para a utilização da tecnologia digital aplicada à reabilitação, avançou o MINSA.
De acordo com o ministério, a nova tecnologia permite que uma prótese ou órtese seja desenhada digitalmente, adaptada à anatomia e às necessidades do paciente e posteriormente produzida numa impressora 3D.
A mudança representa uma evolução face aos métodos convencionais, com potencial para reduzir o tempo de produção, diminuir a utilização de determinados materiais e aumentar a capacidade de resposta dos serviços.
Segundo o director-geral do CORPAAN, Bértil Cassoma, a tecnologia permitirá produzir com maior eficiência e responder de forma mais assertiva às necessidades dos utentes. "Ganhamos tempo e produzimos mais com isto", afirmou.
O responsável considerou ainda que a formação abre uma nova etapa para o CORPAAN, que poderá tornar-se numa referência na utilização desta tecnologia e, futuramente, contribuir para a formação de profissionais de outras instituições do país.
A impressora 3D utilizada na iniciativa foi disponibilizada através de um projecto desenvolvido no Brasil, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico, no âmbito de uma iniciativa de investigação e cooperação com países africanos de língua portuguesa.




