Os moradores dos bairros 1.° de Maio, Luvassa, Chiweca, Imanha e Uneca, na província de Cabinda, estão, há mais de três meses, privados do fornecimento de água potável da rede pública, devido a uma ruptura resultante dos trabalhos de construção da vala de drenagem nas imediações do Aeroporto Maria Mambo Café.
Ouvidos pelo Jornal de Angola, os moradores foram unânimes em afirmar que a situação não tem sido fácil, nos últimos meses, pois algumas famílias abastecem os tanques por via de camiões- cisterna,e os que não têm esse poder financeiro, são forçados a percorrer longas distâncias à procura de água.
Natália Ramos, de 28 anos, residente na zona de Luvassa, disse que a situação está a criar constrangimentos na vida da família, pois para ter água em casa tem de percorrer longas distâncias até à residência da irmã,num outro bairro.
Hamilton Isaque, de 55 anos, residente nas imediações do largo do 1.° de Maio, disse que para ter água em casa é obrigado a desembolsar mensalmente 60 mil kwanzas para comprar uma cisterna de 20 mil litros para o consumo.
O secretário provincial da Energia e Águas, Rafael Paca, explicou que a interrupção no fornecimento de água potável da rede pública aos referidos bairros se deve aos trabalhos de construção da vala de macro drenagem que parte da encosta do Tchizo à bacia de Luvassa.
O responsável garantiu que a situação pode ficar normalizada até ao princípio do mês de Novembro. Segundo referiu, o sector está a fazer tudo o que é possível para acelerar a conclusão das obras no troço em construção, local por onde passa a tubagem que abastece os bairros afectados.




