O Governo da província do Moxico informou, este sábado, aos criadores de gado, comerciantes , transportadores e demais operadores da cadeia pecuária, que está, temporariamente, proibida a entrada, na província, de animais e determinados produtos de origem animal, na sequência da confirmação de um surto de febre aftosa na vizinha Republica da Namíbia.
O comunicado do Governo Provincial do Moxico que o Jornal de Angola teve acesso, proveniente do Instituto dos Serviços de Veterinaria, indica que a proibição visa prevenir a introdução e a propagação da febre aftosa no território nacional.
Segundo o comunicado, estão previstas excepções para produtos submetidos a tratamento térmico certificado e provenientes de zonas oficialmente reconhecidas, como livres da doença, nos termos das exigências sanitárias aplicáveis.
O documento faz saber ainda que as autoridades vão intensificar a vigilância sanitária, fiscalização e o controlo da circulação de animais e produtos de origem animal, sobretudo nos postos fronteiriços.
A nota adianta que o incumprimento das medidas poderá resultar em apreensão, destruição dos produtos, multas e responsabilização administrativa ou criminal.
A febre aftosa é uma doença infecciosa aguda e altamente contagiosa causada por um vírus da família Picornaviridae. Ela afecta principalmente animais de casco fendido (biungulados), como bovinos, suínos, ovinos e caprinos.
Embora raramente seja fatal em animais adultos (causando maior mortalidade apenas em filhotes como bezerros e leitões), a febre aftosa provoca graves prejuízos económicos. A confirmação de focos da doença resulta em barreiras comerciais, proibição de exportações de carne e derivados




