A barreira de comunicação entre os profissionais de saúde e as mães com deficiência visual ou auditiva representa um grande obstáculo no atendimento diário das pacientes, afirmou, ontem, a coordenadora do Programa de Saúde Infantil e Nutrição do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda.
Ana Isabel Angelino fez estas declarações durante o encontro que decorreu sob o lema “Aleitamento materno para um início de vida sustentável: Fortalecer o que funciona”, tendo lamentado na ocasião, o facto de, muitas vezes, os profissionais não estarem preparados para comunicar com estas mulheres.
Segundo a responsável, o encontro teve como principal propósito auscultar as mulheres sobre quais as barreiras encontram, como as famílias ajudam e o que se pode fazer para melhorar o acesso à informação e à prática do aleitamento materno.
“Queremos com isso dar continuidade à iniciativa, por meio do Programa de Saúde Infantil e Nutrição, garantindo que o conhecimento chegue a mais comunidades e que os serviços de saúde se tornem cada vez mais inclusivos”, enfatizou.
Por sua vez, o director pedagógico do Hospital Pediátrico David Bernardino, César Freitas, destacou a importância de compreender as necessidades individuais de cada progenitora para garantir o sucesso do aleitamento materno.
Capacidade dos serviços
Para o também médico pediatra, os profissionais de saúde devem priorizar a escuta no atendimento a mães com deficiência. O especialista defende, igualmente, que o sucesso do aleitamento materno e do desenvolvimento infantil, depende da capacidade dos serviços de Saúde em acolher as especificidades de cada mãe e de cada criança com empatia e sensibilidade
“O atendimento prestado a mães e bebês que enfrentam limitações físicas ou necessidades especiais exige uma mudança de postura por parte dos profissionais de saúde”, disse.
Para o também membro da Sociedade Angolana de Pediatrias, o caminho para assegurar uma assistência contínua e eficaz passa por se prestar uma assistência contínua e eficaz que leva obrigatoriamente por saber ouvir as mães, não importando as suas limitações.




