Números de casos de Hepatite B ultrapassa VIH com mais de 20% da população angolana.

Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde mostram que 21% da população angolana está infectada com Hepatite B. Esse número é bem superior aos 1,6% registados para o VIH.
A Hepatite B continua a representar um dos principais desafios de saúde pública em Angola, com dados recentes a indicarem que cerca de 21% da população angolana está infectada pelo vírus, uma taxa significativamente superior à registada pelo VIH, que ronda os 1,6% no país.
A informação consta do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) e foi divulgada pelo Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS) durante um workshop realizado esta quarta-feira, 15 de julho, no Hospital Materno Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, em Luanda, no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais.
Segundo o INLS, a elevada prevalência da Hepatite B coloca a doença entre as principais prioridades das autoridades sanitárias nacionais, que pretendem reforçar as medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento com vista à eliminação do vírus até 2030, em alinhamento com as metas internacionais de saúde pública.
A instituição destaca que a Hepatite B é uma doença viral que pode provocar complicações graves, como cirrose hepática e cancro do fígado, sobretudo quando não é diagnosticada e acompanhada de forma adequada.
Entre as principais estratégias apontadas para combater a doença estão o aumento da testagem, o reforço da vacinação, a sensibilização da população e a melhoria do acesso aos serviços de acompanhamento médico.
Apesar dos avanços registados no combate a várias doenças transmissíveis, as autoridades defendem que a redução dos casos de Hepatite B exige maior participação da sociedade, com aposta na prevenção e na procura atempada pelos serviços de saúde.
Perante os números apresentados, o combate à Hepatite B em Angola passa a exigir um esforço conjunto entre as autoridades de saúde, profissionais do sector e a população. A aposta na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento médico regular será determinante para reduzir o impacto da doença e aproximar o país da meta de eliminação prevista para 2030.
Por:Marcos Mayo


