O município do Panguila, na província do Bengo, necessita de mais de 600 professores para responder ao crescimento da procura de salas de aula e reduzir o número de crianças que se encontram fora do sistema de ensino.
A informação foi avançada, hoje, pelo director do Gabinete Municipal da Educação, Narciso Maquiesse, no âmbito do projecto “Bengo por Dentro”.
Segundo o responsável, o município dispõe actualmente de 22 escolas públicas e 24 privadas, que acolhem cerca de 37 mil alunos matriculados para o ano lectivo 2026-2027. Contudo, a insuficiência de professores continua a ser um dos principais constrangimentos do sector.
No último concurso público da Educação, o Panguila foi contemplado com 52 vagas, sendo 47 para a carreira especial docente e cinco para o regime geral. O número, entretanto, é considerado insuficiente face às necessidades existentes.
“Para inverter o cenário, precisamos de mais de 600 professores”, afirmou Narciso Maquiesse.
Novas escolas para aproximar o ensino das comunidades
Apesar das dificuldades, o sector da Educação tem em curso iniciativas destinadas a ampliar a capacidade da rede escolar. Entre as intervenções está a transformação das antigas salas anexas do Complexo Escolar dos Cacusso, cuja capacidade aumentou de cinco para 14 salas de aula.
A nova estrutura deverá atender principalmente as comunidades dos Lordes e da Burgalheira, permitindo que os alunos frequentem o ensino da iniciação à 9.ª classe sem necessidade de percorrer longas distâncias até ao Panguila-Sede.
De acordo com o director da Educação, a distância entre algumas comunidades e as escolas das classes subsequentes constituía uma das razões para o abandono escolar de crianças e adolescentes.
Dez novas escolas previstas
A Administração Municipal e o Governo Provincial do Bengo projectam ainda a construção de dez novas escolas, incluindo um magistério, um politécnico, quatro complexos escolares e quatro escolas do ensino primário.



