Luena – O presidente do Conselho de Administração da EPAS/Moxico, Eurico Jorge, apelou domingo aos trabalhadores para privilegiarem o diálogo e o consenso, de modo a evitar a paralisação do abastecimento de água anunciada para esta segunda-feira.
Luena – O presidente do Conselho de Administração da EPAS/Moxico, Eurico Jorge, apelou domingo aos trabalhadores para privilegiarem o diálogo e o consenso, de modo a evitar a paralisação do abastecimento de água anunciada para esta segunda-feira.
Em declarações à ANGOP, Eurico Jorge disse que a administração tomou conhecimento da intenção de paralisação e reconhece o direito à greve, legalmente consagrado.
No entanto, afirmou desconhecer a realização da assembleia que terá sustentado a decisão dos trabalhadores e questionou a legitimidade dos representantes envolvidos, alegando não existir um núcleo sindical constituído na instituição.
O responsável informou que a administração já manteve um encontro com os trabalhadores, com o objectivo de procurar uma solução para reverter o actual cenário.
Admitiu, igualmente, a existência de salários em atraso, justificando a situação com dificuldades na arrecadação das receitas provenientes dos clientes dos serviços prestados pela empresa.
“O caminho certo é o consenso e o diálogo”, defendeu Eurico Jorge, apelando aos trabalhadores para que não comprometam o funcionamento da empresa.
O PCA alertou que uma eventual paralisação poderá afectar os clientes da EPAS, sublinhando que a empresa depende das receitas provenientes dos serviços prestados para assegurar o seu funcionamento.
Um grupo de trabalhadores da EPAS anunciou uma greve de 15 dias, a partir desta segunda-feira (5), em reivindicação do pagamento de 16 meses de salários e dos subsídios de Natal e de férias, em atraso desde 2023.
O porta-voz do colectivo, Adelino Dala, disse à ANGOP que a dívida salarial da empresa ronda os 146 milhões de kwanzas, correspondentes, em média, a dois milhões de kwanzas para cada um dos 73 trabalhadores.
Caso não seja alcançado um entendimento entre as partes, a paralisação poderá afectar directamente o fornecimento de água a mais de 82 mil pessoas na cidade do Luena.TST/YD




