Pessoas com deficiência, viúvas e filhos de antigos combatentes e veteranos da pátria vão beneficiar de uma quota específica nas bolsas de estudo internas disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) para o ano académico 2026/2027.
A informação foi avançada pelo director-geral do INAGBE, Domingos Kanguende, que anunciou a reserva de cerca de 20% das mais de 10.500 bolsas internas previstas para o próximo ano académico, o equivalente a aproximadamente 2.100 vagas.
A quota integra uma política de discriminação positiva destinada a facilitar o acesso ao ensino superior de estudantes pertencentes a grupos considerados social e economicamente vulneráveis.
Segundo Domingos Kanguende, a medida pretende garantir que dificuldades financeiras, limitações físicas ou circunstâncias familiares não impeçam estudantes com mérito académico de prosseguir a formação superior.
O responsável explicou que a iniciativa procura promover a inclusão e a igualdade de oportunidades no acesso às instituições de ensino superior, criando condições específicas para candidatos que enfrentam maiores dificuldades socioeconómicas.
As candidaturas às bolsas deverão ser feitas através do portal oficial do INAGBE, onde serão divulgados os requisitos, critérios de selecção e o calendário do processo.
Para o próximo ano académico, o instituto prevê ainda privilegiar áreas de formação consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país, entre as quais engenharia, saúde, agricultura e formação de professores.
A reserva de vagas para estes grupos integra, assim, o pacote de mais de 10 mil bolsas internas que o INAGBE pretende disponibilizar no ano académico 2026/2027.




