A Polícia Nacional registou mais de 14 mil tentativas de ataques informáticos em apenas 24 horas.
O dado foi revelado terça-feira, em Luanda, pelo chefe do Centro de Comando e Controlo da Direcção Nacional de Telecomunicações e Tecnologias de Informação da corporação, Mateus Correia Víctor, que apontou o reforço da segurança digital nos sectores petrolífero, bancário e de segurança pública como uma prioridade absoluta nos últimos meses. Durante o encerramento da Feira de Tecnologia — inserida nas celebrações do 50.º aniversário da direcção —, o superintendente-chefe explicou que a instituição tem investido na modernização de infra-estruturas específicas para travar estas investidas. O oficial sublinhou que a segurança da informação e os processos investigativos são preocupações constantes do Comando Geral e da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), que dispõe de um departamento especializado no combate ao cibercrime. Por lidar diariamente com grandes volumes de dados sensíveis e actuar directamente na linha da frente para a identificação e localização de hackers, a própria Polícia Nacional tornou-se um alvo frequente e preferencial de piratas informáticos. Estas redes criminosas tentam, de forma persistente, penetrar nas barreiras digitais da corporação como retaliação ou na tentativa de sabotar os processos de investigação em curso. Diante deste cenário de vulnerabilidade contínua, o superintendente-chefe deixou um alerta claro sobre os limites da tecnologia. “Não existe um sistema cem por cento seguro, mesmo quando as instituições criam um ambiente robusto de protecção para mitigar riscos e evitar ataques cibernéticos”, advertiu Mateus Correia Víctor, sinalizando que a segurança digital exige monitorização e actualização a cada minuto.




