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Benjamim Chinhama, nome civil do regedor, era soberano da etnia Lunda-Ndembu e morreu na semana passada no município de Cazombo.
O funeral estava marcado para esta segunda-feira, 24, e mobilizou centenas de populares. A tensão começou quando a comunidade insistiu em cumprir o ritual de enterrar o líder tradicional defronte à sua casa.
Relatos locais indicam que a polícia interveio com recurso a gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar a multidão.
De acordo com uma nota consultada pelo Novo Jornal, o Comando Provincial do Moxico Leste da Polícia Nacional negou um "confronto violento" e refere ter havido apenas um "processo de concertação e diálogo com as autoridades tradicionais e a população local" para "garantir a ordem pública e conciliar as tradições com a legislação angolana".
Essa versão foi contestada pelo secretário provincial da UNITA no Moxico Leste, Albino Miguel José, que acusa as autoridades de terem "interrompido e inviabilizado" a cerimónia e condena o excesso do uso de força por parte da polícia, solidarizando-se "com os feridos neste acto".
Por outro lado, disse que "não existe aproveitamento político sobre as exéquias fúnebres do soberano".
O incidente ocorre duas semanas depois de confrontos no Uíge, durante as celebrações do 92.º aniversário do fundador da UNITA, Jonas Savimbi, que resultaram em 31 feridos, 10 dos quais em estado grave, após alegados disparos das autoridades sobre militantes, como reportou a Lusa.
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