“Processo contra Adriano Sapiñala não tem pernas para andar”, diz especialista

O jurista Luís Van-Duném mostra-se céptico quanto a um desfecho favorável ao presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, após ter formalizado o processo judicial contra o deputado e secretário da UNITA em Luanda Adriano Sapiñala.
O especialista que considera o assunto mais político do que jurídico, garante que o tema carece de substâncias, cuja condução do processo e a sua conclusão devem servir para confirmar as suas afirmações.
“O tema tem mais um cariz político, do que jurídico, embora entenda as razões jurídicas levantadas por Abel Chivukuvuku, mas devo dizer que nestes casos é sempre muito difícil provar em sede de tribunal os danos que a acção de Sapiñala tenha causado ao ofendido”, disse, tendo reforçado que se mostra céptico quanto a uma eventual condenação.
Referir que esta reacção do jurista surge numa altura em que o PRA-JA afirma que as acusações dirigidas contra o presidente do partido, Abel Epalanga Chivukuvuku, estão a afectar não apenas a sua imagem pública, mas também a sua família, razão pela qual decidiu avançar com uma participação criminal contra o deputado Adriano Abel Sapiñala.
A posição foi apresentada pela secretária nacional para Comunicação e Marketing do PRA-JA, Teresa Chambula Manuel, à saída da Procuradoria-Geral da República de Angola, onde foi entregue o expediente à Direcção Nacional de Acção Penal.
Segundo Teresa Chambula, o partido entende que foram cometidos actos atentatórios à honra e ao bom nome de Abel Chivukuvuku, através de declarações consideradas falsas e sem provas.
O assunto tem aumentado a tensão política entre os dois partidos da oposição.


