Luanda - Profissionais angolanos concordaram que a fotografia desempenha um papel importante na preservação da memória e no registo de momentos da história individual e colectiva, pois continua a ser a arte e a técnica de criar imagens duráveis através da acção da luz.
Luanda - Profissionais angolanos concordaram que a fotografia desempenha um papel importante na preservação da memória e no registo de momentos da história individual e colectiva, pois continua a ser a arte e a técnica de criar imagens duráveis através da acção da luz.
Entrevistados terça-feira, em Luanda, pela ANGOP, a propósito do Dia Mundial da Fotografia, a assinalar-se hoje (19), anuíram que ela serve também para guardar memórias, contar histórias e mostrar uma visão do mundo, usando uma câmera ou um telemóvel.
Para o caso de António Édson, profissional há oitos anos, a fotografia surgiu na sua vida perante as dificuldades para contratar um fotógrafo para a cobertura de festas de música electrónica.
Explicou que, por isso, se profissionalizou. Sublinhou que uma foto permite preservar momentos que podem ser revisitados ao longo do tempo.
Lembrou que depois surgiu a necessidade de registar momentos e de produzir imagens para uma revista onde trabalhava na área técnica.
Contou que sempre admirou os profissionais da área, continuou a aprender e passou a produzir fotos, experiência que posteriormente se transformou numa profissão.
"Ser fotógrafo vai além de captar imagens. Representa também uma forma de preservar histórias e momentos que poderão ser recordados no futuro", garantiu.
Afirmou que, muito mais do que fotografias, vende "memórias de momentos únicos que nunca mais serão vividos, mas revisitados sempre que quisermos através dos registos".
Entre os principais desafios da profissão, apontou a necessidade de alcançar maturidade profissional, bem como as dificuldades económicas e sociais que podem limitar o acesso a determinados segmentos do mercado.
Já a jovem fotógrafa Antonieta dos Santos, que exerce a actividade há oito meses, considerou que a fotografia constitui uma forma de contar histórias sem recorrer às palavras.
Desde o início da carreira, disse, tem enfrentado desafios relacionados com a conquista de espaço, aquisição de experiência e confiança no próprio trabalho.
Destacou igualmente a importância da formação contínua, da prática e da troca de experiências com outros profissionais para o aperfeiçoamento das técnicas fotográficas.
Antonieta dos Santos referiu que a fotografia permite ainda conservar memórias que, com o passar do tempo, podem transformar-se em saudade.
Por ocasião da efeméride, aconselhou os jovens interessados na profissão a começarem com os meios disponíveis, incluindo o telemóvel, e a desenvolverem constantemente o olhar fotográfico.
“Começa com o que tens, nem que seja com o celular. O importante é começar e treinar o olhar, pois ninguém nasce profissional”, aconselhou.
Por outro lado, o fotojornalista da ANGOP, Gaspar dos Santos, assinalou que o Dia Mundial da Fotografia constitui uma oportunidade para todos reconhecerem a importância da fotografia na documentação da vida, da cultura e da realidade social.
Adiantou que serve para reconhecer e homenagear a arte, a ciência e a história da fotografia, assim a contribuição dos profissionais e amadores na documentação da vida.
A data marca o dia em que o governo francês comprou e tornou público o "daguerreótipo", o aparelho criador de imagens inventado por Louis Daguerre, em 1839, mudando para sempre a história da arte e da comunicação humana.
Desde então, a fotografia conheceu importantes avanços tecnológicos, passando dos processos analógicos para os equipamentos digitais e, actualmente, para dispositivos móveis cada vez mais acessíveis.
A evolução do sector transformou a fotografia numa importante ferramenta de comunicação, documentação e expressão artística, utilizada tanto por profissionais como por amadores.
Louis Daguerre foi um dos primeiros processos fotográficos capazes de produzir imagens permanentes. FG/VIC




