Quatro pessoas morreram, presumivelmente por inalação de monóxido de carbono, numa mina ilegal de mercúrio, na aldeia de Chinuangombe, comuna de Cassinga, município da Jamba Mineira, província da Huíla.
O monóxdo de carbono foi produzido por uma motobomba utilizada para retirar água do interior da escavação. Entre as vítimas constam três mulheres, com idades compreendidas entre os 10 e os 26 anos, residentes na referida aldeia, e um jovem de 18 anos, proveniente do Lubango.
O incidente ocorreu no domingo, durante uma operação de extracção de água numa mina com cerca de 40 metros de profundidade.
Segundo a porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros na Huíla, inspectora-chefe Augusta Stover, as vítimas terão sido surpreendidas pelo fumo libertado durante o funcionamento do equipamento, utilizado para a sucção da água no interior da mina.
Em declarações à imprensa, a responsável explicou que, de acordo com os depoimentos de populares recolhidos pelas autoridades, a motobomba estava em funcionamento no fundo da escavação, situação que poderá ter provocado a libertação e acumulação de monóxido de carbono, um gás tóxico e potencialmente mortal.
Os efectivos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros procederam às operações de resgate dos corpos, tendo retirado três vítimas no domingo. O quarto corpo, do jovem de 18 anos, foi resgatado na segunda-feira.
A operação de salvamento teve início por volta das 9h30 e prolongou-se durante aproximadamente quatro horas, devido às condições de profundidade e aos riscos associados à intervenção no interior da mina.
O acidente volta a chamar a atenção para os perigos da exploração mineira ilegal, sobretudo quando realizada sem condições adequadas de segurança e ventilação.
A utilização de equipamentos com motores de combustão em espaços profundos e pouco ventilados pode favorecer a acumulação de gases tóxicos, colocando em risco a vida dos trabalhadores e de outras pessoas presentes no local.




