O concidadão Luinduila Kilton, radicado na Hungria, alertou para o facto de a redução da biodiversidade constituir uma questão que merece particular atenção.
Conforme o ambientalista, isto se deve, sobretudo, perante a ameaça a espécies como a Palanca Negra Gigante e os impactos da exploração dos recursos naturais.
Luinduila Kilton ressalta que o contributo do cidadão para Angola começa antes do regresso ao país.
Natural do bairro Palanca, em Luanda, Luinduila Kilton Paulo André construiu o seu percurso académico e profissional movido pela convicção de que a formação é uma das principais ferramentas para transformar vidas e contribuir para o desenvolvimento do país.
Licenciado em Engenharia Ambiental, frequenta actualmente o mestrado em Engenharia de Desenvolvimento Rural na Universidade Húngara de Agricultura e Ciências da Vida, na Hungria.
Nascido a 20 de Abril de 2000, Luinduila cresceu numa família humilde, onde desde cedo aprendeu que a educação seria fundamental para alcançar os seus objectivos.
Considera-se uma pessoa curiosa, humilde e com vontade permanente de aprender.
Ao longo do seu percurso, tem procurado complementar a formação académica com cursos, experiências profissionais e participação em investigações ligadas às áreas que despertam o seu interesse.
A sua passagem pela Engenharia Ambiental surgiu da preocupação com alguns dos principais desafios enfrentados por Angola e pelo continente africano, entre os quais a gestão de resíduos sólidos, a poluição da água, do ar e do solo, a desflorestação, as alterações climáticas e a perda da biodiversidade.
Da Engenharia Ambiental ao desenvolvimento rural
Apesar da formação em Engenharia Ambiental, Luinduila decidiu ampliar o seu campo de conhecimento e actualmente frequenta um mestrado em Engenharia de Desenvolvimento Rural.
A escolha está relacionada com o interesse pelo sector Agrícola, pelo desenvolvimento das comunidades rurais e pelos chamados agro-negócios.
Segundo o jovem, Angola possui condições naturais e humanas que podem ser melhor aproveitadas, desde os recursos hídricos e a extensão de terras disponíveis para a agricultura até à existência de uma população jovem que pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento económico e social.
“Olhei para o campo agrícola e para a vida social nessas regiões e, pensando também na economia, surgiu este interesse de olhar mais para os agro-negócios”, explica.
A conjugação das duas áreas de formação permite-lhe, segundo o próprio, adoptar uma visão mais abrangente sobre os desafios do desenvolvimento.
Esclarece que a Engenharia Ambiental lhe permite trabalhar com gestão ambiental, recursos naturais e alterações climáticas, enquanto a Engenharia de Desenvolvimento Rural lhe permite olhar para os agro-negócios, uma combinação que acrescenta uma dimensão económica e social e que o país precisa.
Na sua perspectiva, Angola precisa de diversificar a economia e reduzir a excessiva dependência do petróleo, apostando igualmente na agricultura, no aproveitamento sustentável dos recursos naturais e no desenvolvimento das comunidades.
O sonho de trabalhar no sector Petrolífero
Antes de se dedicar às áreas ambiental e rural, Luinduila alimentou, desde cedo, o sonho de seguir Engenharia de Petróleos.
O interesse nasceu ainda na infância, influenciado pelo percurso profissional dos tios ligados ao sector Petrolífero.
Diz que via fotos e vídeos destes membros da família nas plataformas e a maneira como abordavam determinados assuntos relacionados com o sector Petrolífero, o que despertava em si o interesse em querer fazer Engenharia de Petróleos. Mais tarde, teve a oportunidade de dar os primeiros passos no sector como técnico de perfuração de petróleo e gás.
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