O projecto Orange Corners Innovation Fund (OCIF) realizou, ontem, no município do Mussulo, em Luanda, realizou sábado, no município do Mussulo, em Luanda, a sua primeira acção de reflorestação focada na preservação dos mangais em todo o território nacional.
A iniciativa, desenvolvida em colaboração com a associação ambiental “Otchiwa”, reuniu cerca de 100 pessoas, entre voluntários e colaboradores de instituições parceiras. A mobilização permitiu o plantio de aproximadamente 900 mudas, visando à protecção da ecologia marinha e ao combate às alterações climáticas.
Em declarações à imprensa, o gestor do projecto OCIF, Hélder Katumbela, sublinhou a relevância da protecção deste ecossistema. “Os mangais acabam por ser o berçário de cerca de 80 por cento da vida marinha, quer seja dos mares como dos rios”, disse, lembrando que a preservação do Planeta está no centro da visão do projecto.
Hélder Katumbelaexplicou que o projecto recebeu um financiamento de 2,2 milhões de euros do Governo dos Países Baixos e conta com fundos mobilizados internamente, perfazendo um valor global de 3,3 milhões de euros.
O OCIF, disse, é um programa de incubação e fundo de financiamento a startups que opera em Angola desde 2024, com vigência prevista até 2030.
Segundo o responsável, o programa abrange cerca de dez províncias, cobrindo Luanda e zonas circundantes (como Icolo e Bengo e Bengo), o Corredor do Lobito (de Benguela ao Moxico- Leste), a Huíla e o Namibe. A iniciativa tem foco particular nos sectores agrícola e climático.
Desde o seu início, frisou, o OCIF já prestou apoio e capacitação a mais de 80 jovens empreendedores, oferecendo não apenas subsídios para o desenvolvimento de protótipos e aplicativos, mas, também, acompanhamento contínuo através de mentorias de gestão, Informática, Assistência Jurídica e Contabilidade.
" A meta final do projecto, que contempla ciclos de acompanhamento de até 36 meses, em parceria com a Acelera Angola, é de apoiar pelo menos 300 iniciativas até 2030”, informou.
Hélder Katumbela revelou que os resultados do programa já são visíveis e palpáveis. “Startups incubadas pelo OCIF têm ganhadoprojecção em fóruns internacionais do Corredor do Lobito e em premiações nacionais de inovação, gerando novos postos de trabalho para os jovens angolanos e tirando projectos sustentáveis do papel para a realidade”, disse.
Países Baixos e KixiCrédito
Por sua vez, o encarregado de Negócios da representação diplomática dos Países Baixos, Paul Edder, sublinhou que o programa de apoio financeiro e técnico visa catapultar ideias de negócios inovadoras promovidas pela juventude angolana.
A iniciativa pretende suprir a escassez de capital de investimento, apontada como um dos principais obstáculos ao crescimento do ecossistema empreendedor local.
Segundo Paul Edder, o financiamento será concedido de forma faseada, acompanhando o desempenho e o crescimento real de cada projecto submetido.
“Sabemos que Angola tem muitos jovens empreendedores com excelentes ideias, mas o financiamento é, frequentemente, o requisito crucial em falta. Com este programa, pretendemos ajudar estes negócios a crescerem de forma sustentável”, sublinhou o diplomata.
O programa abrange projectos de diversos sectores da economia, com destaque para a tecnologia, inovação, saúde, serviços, comércio e iniciativas ligadas ao meio ambiente. Neste último âmbito, Paul Edder destacou a relevância da protecção dos mangais e da biodiversidade marinha, apontando a preservação de flamingos e de espécies aquícolas como elementos fundamentais para o equilíbrio do ecossistema e para o desenvolvimento do turismo sustentável.
Paul Edder aproveitou a ocasião para lançar um convite às restantes representações diplomáticas acreditadas em Angola no sentido de se juntarem a iniciativas de apoio ao empreendedorismo jovem e à sustentabilidade ambiental no país.



