Ondjiva – O chefe dos recursos humanos do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene, Alberto Ndeutapo, apelou, esta terça-feira, ao envolvimento das famílias na identificação de sinais que possam anteceder actos suicidas.
Ondjiva – O chefe dos recursos humanos do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene, Alberto Ndeutapo, apelou, esta terça-feira, ao envolvimento das famílias na identificação de sinais que possam anteceder actos suicidas.
O responsável fez o alerta durante o acto de abertura da campanha provincial “Setembro Amarelo”, enquadrada na jornada comemorativa do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, assinalado a 10 de Setembro.
Na ocasião, afirmou que o suicídio constitui um problema de saúde pública que deve ser prevenido de forma precoce, sobretudo no seio familiar.
Disse que as pessoas em risco de suicídio podem apresentar sinais e alterações comportamentais, como isolamento, mudanças de humor e diminuição do desempenho escolar ou profissional.
Informou que, durante os primeiros seis meses de 2026, a província registou 17 casos de suicídio, envolvendo vítimas com idades compreendidas entre os 36 e 37 anos.
Nesta senda, realçou a necessidade de cada cidadão proporcionar um ambiente de escuta e acolhimento a familiares, amigos e colegas de serviço ou de escola que estejam a enfrentar situações de sofrimento emocional, de modo a encaminhá-los para a ajuda necessária.
“O mês de Setembro é um período de profunda reflexão, consciencialização, implementação de acções concretas que protejam e valorizem a saúde mental e o bem-estar das pessoas que sofrem em silêncio”, realçou.
Alberto Ndeutapo sublinhou que o principal objectivo da campanha é reforçar a importância do reconhecimento dos sinais de alerta e dos factores de risco, bem como incentivar a procura de apoio adequado para as pessoas que necessitam de acompanhamento.
Por seu turno, a responsável do Programa de Saúde Mental no Cunene, Ana Epalanga, defendeu maior atenção das famílias perante situações relacionadas com a saúde mental, apelando para que procurem, com urgência, os profissionais da área para o devido acompanhamento.
Disse que, nos primeiros seis meses do ano em curso, o Programa de Saúde Mental assistiu 506 casos de transtornos psicológicos em diferentes unidades sanitárias da província do Cunene, mais 185 casos em relação ao igual período de 2025.
Ana Epalanga apontou, entre os factores associados aos problemas de saúde mental acompanhados, a depressão, doenças graves e crónicas, abuso sexual na infância, bullying, problemas amorosos e familiares, esquizofrenia, consumo de substâncias tóxicas e dificuldades financeiras.
O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio é assinalado anualmente a 10 de Setembro e constitui uma oportunidade para reforçar a consciencialização sobre a prevenção do suicídio e a importância do apoio às pessoas em situação de sofrimento psicológico.PEM/LHE/DP



